Equipes de resgate trabalharam para encontrar os corpos das 228 pessoas mortas no acidente

Os pilotos do voo Rio-Paris da Air France, que caiu no Atlântico em junho de 2009, não estavam “adequadamente treinados” para situações de emergência e “dependiam demais do sistema de piloto automático” do avião. Tais hipóteses, que poderiam explicar o acidente, que deixou 228 mortos, foram divulgadas pela emissora norte-americana ABC News.

Em reportagem veiculada na última terça-feira (5), a emissora afirma que a queda do voo Rio-Paris é “um dos piores e mais misteriosos desastres aéreos na história moderna”.

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Uma das teorias discutidas na reportagem é que os pilotos “dependiam demais do sistema de piloto automático” do avião.

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Segundo a ABC, alguns especialistas afirmam que, apesar do modelo da aeronave, um Airbus A330, ser um dos mais avançados do mundo, os pilotos e a equipe de comissários são estavam prontos para lidar com emergências. Ainda de acordo com a rede de notícias, o sistema de sustentação do avião contribuiu com a queda da aeronave.

Para Bill Voss, presidente da Fundação de Segurança Aérea, a Air France “estava muito confiante no design do Airbus A330 e não treinou seus pilotos e equipes de bordo presentes no voo 447”.

— Ninguém ali estava preparado para uma recuperação da sustentação na aeronave. Isso não faz parte do treinamento comum e deve ser mudado no mundo inteiro.

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Para os especialistas ouvidos pela ABC, um dos copilotos, o capitão Marc Dubois, não soube o que fazer quando um dos sensores de velocidade congelou e começou a mandar sinais inconsistentes para os computadores de bordo.

A companhia aérea Air France negou o pedido de entrevista feito pela rede. O relatório final da investigação, conduzida pelo BEA (Escritório de Investigação e Análise francês) será divulgado no dia 5 de julho.

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