Foto: arquivo/AGORAMT

Conforme a notificação recomendatória expedida pelo Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Rondonópolis, o prefeito Ananias Martins de Souza Filho rescindiu um contrato efetuado pelo prefeito cassado, José Carlos do Pátio. Segundo o documento do MPE, o contrato representaria um prejuízo de mais de R$ 17 milhões aos cofres municipais.

O MPE informou que foi atendido o pedido de anulação do contrato de prestação de serviços com o Instituto Brasileiro de Apoio à Modernização Administrativa (IBRAMA). A empresa teria sido contratada mediante pregão presencial em outubro do ano passado para realizar serviços de levantamento de débitos fiscais e ajuizamento de execuções fiscais para recuperação de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) sonegados.

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“Ocorre que, a prefeitura possui quadro próprio de fiscais de tributos e de procuradores municipais para realizar tais atividades, que são atividades típicas do Poder Público e que não poderiam ser licitadas e nem contratadas mediante licitação”, diz um trecho da notificação.

Para o MPE, o contrato previa uma remuneração àquela empresa de mais de R$ 17 milhões, o que no entendimento da Promotoria seria um enorme desperdício de dinheiro público, visto que são serviços que deveriam ser prestados pelos próprios servidores do município.

Durante as investigações, a Promotoria de Justiça descobriu inclusive que a referida empresa já havia sido condenada por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por contratação semelhante, e que também foi considerada ilegal pela justiça paulista.

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Alertado pela notificação recomendatória da Promotoria de Justiça, o atual prefeito municipal, Ananias Martins de Souza Filho determinou a imediata rescisão do referido contrato, bem como ainda determinou à Procuradoria-Geral do município a adoção de providências para a devolução ao erário dos valores que já foram pagos à empresa.

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