Foto: arquivo/AGORAMT

O mercado de trabalho do País teve desempenho positivo no primeiro trimestre deste ano, com aumento dos rendimentos reais dos trabalhadores e do emprego com carteira assinada. O salário médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.728,40 em março, valor mais alto registrado para o período desde 2002, segundo os dados do 51º Boletim Mercado de Trabalho Conjuntura e Análise, divulgado nesta quinta-feira (31), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O rendimento médio real habitualmente recebido registrou um ganho médio de 4,2% no primeiro trimestre de 2012 em comparação ao mesmo período de 2011. Os números são referentes às regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife e leva em consideração o desempenho do mercado de trabalho no primeiro trimestre deste ano, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Ainda segundo o Ipea, o Índice de Expectativa das Famílias (IEF) sobre o desempenho socioeconômico do País dos próximos 12 meses continua alto apesar de ligeiro declínio constatado em abril. De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, o desemprego e a informalidade recuaram e a perspectiva é de continuidade deste quadro nos próximos meses.

Emprego formal e população ocupada crescem

A população ocupada cresceu 1,8%, em média, no primeiro trimestre deste ano, em comparação a igual período de 2011, enquanto os empregos com carteira assinada evoluíram 4,4%, o que equivale a cerca de 482 mil novos contratos formais. Os empregados sem carteira apresentaram retração de 5,4%. Já os ocupados por conta própria cresceram 1,1%.

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O nível de informalidade no trabalho foi 34,1%, revelando queda de 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. “Na média, a taxa de informalidade de 2012 ficou abaixo da de 2011”, comparou a economista Ana Luiza Barbosa, pesquisadora da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

A taxa de desemprego média do primeiro trimestre ficou em 5,8%, 0,5 ponto percentual abaixo da taxa no mesmo período de 2011, que foi 6,3%. “Mesmo havendo aumento da população, a taxa de desemprego foi baixa. Esse aumento do desemprego se deu em função do aumento da população. Gente que estava fora do mercado de trabalho, migrou para o mercado, tornando-o mais dinâmico”.

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Segundo a economista, esse indicador mostra sazonalidade, uma vez que em todo começo de ano, verifica-se um leve aumento da taxa de desemprego.

O prognóstico para os próximos meses, disse a economista do Ipea, “é uma continuidade desses resultados favoráveis. As políticas macroeconômicas que vêm sendo adotadas têm como objetivo estimular a atividade econômica. Isso contribui para estimular a demanda, o aquecimento do consumo. Isso tudo tende a favorecer o mercado de trabalho como um todo”

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