O trânsito de Vênus, que poderá ser visto nesta terça-feira (5) nas Américas Central e do Norte e na Europa, é uma oportunidade única para a ciência, mas também para a curiosidade humana, asseguram especialistas. No Brasil, ele só deve ser visto em alguns pontos do Acre, do Amazonas e de Roraima.

“O interessante é que o fenômeno volta a ocorrer apenas em centenas de anos”, disse Eduardo Araujo, cientista da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). “O planeta passa entre a Terra e o Sol e é visto como um pontinho que percorre o Sol”, explicou.

A distância é tão grande que não tem nenhum efeito sobre a Terra, mas é uma “grande oportunidade” para os cientistas estudarem os movimentos ondulares, as forças gravitacionais, a densidade e outros aspectos.

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Já começou o recolhimento de dados, mas os resultados não serão vistos imediatamente, uma vez que os estudos que apresentarão as primeiras descobertas só serão concluídos em meses.

“É uma oportunidade do ponto de vista do mundo científico, mas do ponto de vista da curiosidade humana é única também”, assegurou Araujo, ao lembrar que nem todas as gerações têm a oportunidade de ver uma transição.

Os Trânsitos de Vênus são pouco comuns, acontecem em pares separados por oito anos e depois não voltam a ocorrer em menos de 100 anos. O último foi em 2004, e, após esse, que completa o par, os especialistas calculam que não acontecerá outro até 2117.

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A Nasa prevê seu início entre 19h09 e 19h27 (horário de Brasília), e a saída para algum momento entre 1h32 e 1h50 de quarta.

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