Foto; CLUBE DE IMPRENSA

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou nesta quarta-feira, 17/7, durante uma coletiva de imprensa, que irá proibir a venda de chips de três grandes operadoras de telefonia móvel no país – Oi, Claro e TIM – a partir da próxima segunda-feira (23/07) sob pena de multa de R$ 200 mil por dia.

O veto aconteceu devido ao grande número de reclamações que a agência tem recebido dos clientes sobre serviços prestados pelas empresas.

As empresas terão 30 dias para apresentar um plano claro de investimento para a resolução dos problemas na prestação dos seus serviços para os próximos dois anos e, até então, as vendas estarão suspensas. Somadas, as três empresas detêm 70% do mercado de telefonia móvel no território nacional. A Claro possui 24,59%, a Oi 18,59% e a TIM 26,88% do montante total.

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“Nós consideramos que a medida é extrema, mas importante para fazermos uma arrumação no setor. Estamos enfrentando momentos decisivos como a implantação da conexão 4G e dos eventos esportivos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016”, afirmou o João Rezende, presidente da agência.

O órgão exige que as operadoras apresentem soluções para a melhoria na qualidade de suas redes, nas chamadas e também no atendimento do clientes em call-centers. A Anatel também acredita que com o aumento da cartela dos clientes, a qualidade de seus serviços prestados deverá evoluir paralelamente.

A venda de novas linhas ativas da TIM deverá ser proibida em 15 estados brasileiros, enquanto as da Oi serão suspensas em seis e da Claro em três. A maior operadora do país, a Vivo, ficou de fora da decisão da agência e as vendas de suas linhas novas não serão suspensas.

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Na última semana, a Anatel divulgou que pretendia proibir as vendas da TIM, mas que antes disso deveria aprofundar suas investigações quanto às outras empresas. O ministro das Telecomunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a proibição das vendas deveria ser a última atitude a ser tomada para fazer uma empresa resolver seus problemas.

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