Foto: Ronaldo Teixeira/AGORAMT

Durante uma reunião entre os participantes do Movimento Negro de Rondonópolis, foi criada uma  Associação que tem como objetivo principal buscar os direitos dos falcêmicos e levar informações sobre a doença para toda sociedade.

José Antonio Pereira foi eleito presidente da Associação, para ele esse é o primeiro passo na busca de melhorias para o tratamento da anemia falciforme. “Tenho uma irmã falsêmica, e sempre encontramos dificuldade no tratamento, aqui em Rondonópolis, uma médica especializada vem de Cuiabá fazer atendimento apenas uma vez por semana, outro problema que encontramos é a falta de informação dos profissionais da saúde” disse.

O presidente ressaltou ainda que em parceria com o Movimento Negro já foram iniciadas algumas ações sobre a doença, como a instrução aos agentes de saúde sobre as principais informações sobre a anemia.

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A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, predominante em negros, mas que pode manifestar-se também nos brancos. Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos. Não há tratamento específico para a anemia falciforme, uma doença para a qual ainda não se conhece a cura. Os portadores precisam de acompanhamento médico constante (quanto mais cedo começar, melhor o prognóstico) para manter a oxigenação adequada nos tecidos e a hidratação, prevenir infecções e controlar as crises de dor.

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