O ala Kevin Durant elogia Huertas e Nenê: ‘Vai ser bem difícil bater essa equipe’ (Foto: EFE)

Foi uma derrota, mas já rendeu frutos. O amistoso contra o Estados Unidos, no dia 16, fez a seleção brasileira de basquete ganhar o respeito dos bichos-papões das Olimpíadas de Londres. ontem sexta-feira, antevéspera do início do torneio masculino, os astros da NBA conversaram com os jornalistas no Centro de Imprensa e tinham o discurso ensaiado na ponta da língua: a seleção de Rubén Magnano vai incomodar durante os Jogos.

– O Brasil é duro, muito duro, e tem muitas armas. O armador Huertas é espetacular, Nenê é espetacular, e o time tem grandes peças ao redor desses caras. Vai ser bem difícil bater essa equipe. Se nos enfrentarmos mais para frente, vamos ter que nos esforçar – afirmou Kevin Durant, no concorridíssimo evento desta sexta, em um auditório com capacidade para 700 jornalistas.
É um time que tem condições de brigar pelo ouro. São atletas muito talentosos, muito experientes e com um elenco vasto. Se você tem o Nenê saindo do banco, isso não é nada ruim, né? É uma equipe que pode tranquilamente estar na final olímpica”
Nate McMillan, assistente técnico dos EUA

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Espalhados pelo auditório, os americanos atenderam à imprensa por quase uma hora, cada um cercado por dezenas de microfones, câmeras e gravadores. O chefe de imprensa chegou a fazer um pedido inusitado aos repórteres antes do evento: nada de pedidos de autógrafos ou fotos pessoais. Até os menos famosos, como o jovem pivô Anthony Davis, atraíram o assédio. Kobe Bryant e LeBron James, sentados lado a lado, eram os mais procurados e só se livraram do sufoco dos microfones quando a assessoria encerrou o evento.

Mais sossegados, os assistentes técnicos conseguiam falar com calma. E um deles, o ex-armador Nate McMillan, chegou a colocar o Brasil como candidato a brigar pela medalha de ouro em Londres.

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– É um time que tem condições de brigar pelo ouro. São atletas muito talentosos, muito experientes e com um elenco vasto. Se você tem o Nenê saindo do banco, isso não é nada ruim, né? É uma equipe que pode tranquilamente estar na final olímpica – elogiou McMillan.

Os elogios, em geral, recaíam sobre o garrafão brasileiro, com três jogadores que atuam na NBA: Nenê, Tiago Splitter e Anderson Varejão. Mas ninguém esqueceu Marcelinho Huertas. O armador do Barcelona, mesmo longe da liga americana, merece atenção especial dos astros.

– Ele faz um trabalho muito bom, orquestrando o time no ataque. Quando Huertas joga em alto nível, fica um time difícil de se bater. O Brasil pode causar muitos problemas, é uma equipe para se prestar atenção – afirmou o ala Andre Iguodala.

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Brasileiros e americanos não se cruzam na primeira fase. A equipe verde-amarela volta ao solo olímpico após 16 anos no domingo, às 7h15m (de Brasília), contra a Austrália. Em seguida, às 10h30m, os EUA enfrentam a França.

O Brasil está no Grupo B, ao lado de Austrália, China, Espanha, Grã-Bretanha e Rússia. No Grupo A estão os Estados Unidos, Argentina, França, Tunísia, Nigéria e Lituânia. Os quatro primeiros de cada chave se classificam para as quartas de final.

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