A maca é nativa do local com menos quantidade de vegetação e mais alto da Cordilheira dos Andes, extraída de uma altitude superior a 4 mil metros.

O elevado valor nutricional faz da maca peruana um poderoso superalimento, com alto teor de carboidratos, fibras, proteínas, lipídeos (ácido linolênico, ácido palmítico e ácido oleico), minerais, como cálcio, magnésio, fósforo, potássio, zinco, selênio e ferro, e vitaminas B1, B2, C e E. O tubérculo com formato semelhante ao do rabanete é um dos alimentos mais nutritivos que existem.

— Os diversos nutrientes do Ginseng do Andes, como também é conhecido este superalimento, atuam na prevenção e no tratamento de algumas doenças — afirma a nutricionista Thais Souza, da rede Mundo Verde, especializada em produtos naturais e orgânicos.

A maca é nativa do local com menos quantidade de vegetação e mais alto da Cordilheira dos Andes, extraída de uma altitude superior a 4 mil metros, onde o oxigênio é escasso e as temperaturas são extremas — com calor intenso pela manhã a noites frias com geadas e ventania.

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Prevenção de doenças

O tubérculo auxilia na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares, devido ao ômega 9, que reduz os níveis de colesterol total e LDL e aumenta os de HDL-colesterol. Conforme a nutricionista, a maca também é boa fonte de ômega 3, que possui leve efeito vasodilatador, ajudando a diminuir a pressão arterial e regularizando os níveis de colesterol. Apresenta, ainda, efeito antinflamatório, podendo aliviar dores nas articulações, e pode ser um reforço também no tratamento de anemia, por ser fonte de ferro, componente da hemoglobina, que atua no transporte de oxigênio em nosso organismo.

— Vale ressaltar que a quantidade deste mineral presente no Ginseng dos Andes é do tipo não heme, uma forma mais difícil de ser absorvida por nosso organismo. Para otimizar sua absorção, recomenda-se também consumir um alimento rico em vitamina C, como frutas cítricas, na mesma refeição — sugere Thais.

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Prazer e energia

Tida como um alimento afrodisíaco, a maca possui vitamina E, que participa da produção de hormônios sexuais, magnésio, mineral importante para a produção de hormônios sexuais neurotransmissores, que causam a sensação de prazer, e zinco, que promove modulação dos níveis de testosterona e da produção de sêmen. Nas mulheres, a deficiência desse hormônio pode levar à falha na ovulação e diminuição da libido. Aos homens, podem causar impotência.

Por ser rica em carboidrato, principal nutriente responsável pelo fornecimento de energia ao organismo, a maca atua como um tônico que combate o cansaço e a fadiga. É fonte, ainda, de vitaminas do complexo B, que participam de reações relacionadas à produção de energia no organismo.

É fonte de arginina, que participa da divisão celular e cicatrização de feridas, lisina, relacionada à inibição da proliferação viral, vitamina C, que atua diretamente na reconstituição dos leucócitos (células de defesa), aumentando a resistência a infecções, e fitosteróis, como o sitosterol e campesterol, que auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico. Também tem cálcio e magnésio, minerais essenciais à saúde óssea e, por isso, pode prevenir e tratar a osteoporose.

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Como consumir

De acordo com a nutricionista, a farinha de maca pode ser adicionada em sucos, vitaminas, frutas e outras preparações. Recomenda-se o consumo de duas colheres de sopa ao dia.

Antes da maca peruana, recentemente outro alimento andino caiu no gosto dos nutricionistas brasileiros, a chia. Considerado um dos grãos mais eficazes na prevenção e diminuição do risco de problemas cardiovasculares, pressão alta, obesidade, colesterol e diabetes, a chia é uma importante fonte de ácido graxo ômega 3 de origem vegetal.

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