Dislexia, transtorno de déficit de atenção (TDA) e hiperatividade são algumas das situações em se oferece psicotrópicos, ou remédios de tarja preta, para crianças e adolescentes com a finalidade de minimizar a dificuldade de aprendizagem ou melhorar o convívio social.

Atualmente em Rondonópolis são atendidas no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS-I) 96 crianças e adolescentes que recebem algum tipo de acompanhamento com intervenção medicamentosa, porem segundo a gerente do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde, Mariúva Valentin Chaves, este número pode ser o triplo, pois nem todas as crianças do passam pela rede municipal de atendimento.

Mariúva relatou que a maioria dos transtornos poderiam ser tratados em coletividade, com acompanhamento de psicólogos, mas infelizmente são tratados individualmente com intervenção medicamentosa, em detrimento de uma falha nas política públicas de saúde e educação. “Não é oferecido um acompanhamento para uma criança hipertensa para que possa ter o problema resolvido, ao invés disto é oferecido algum remédio para que possa ficar tranquila”, frisou Mariúva e acrescentou que o número de crianças e adolescente que fazem uso de medicamentos de tarja preta aumenta a cada ano

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A gerente destacou que no caso das crianças e adolescente acompanhadas no CPAS-I a intervenção medicamentosa é por um período e controlado, mas que os psicotrópicos podem causar dependência nas crianças.

De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, é cada vez mais comum os médicos receitarem psicotrópicos para tratamento de dificuldades de aprendizagem. A comercialização do Metilfenidato subiu de 70 mil caixas vendidas em todo o mundo, no ano 2000, para mais de 2 milhões de caixas, em 2010, sendo que o Brasil é o segundo maior consumidor desse medicamento, análogo às anfetaminas e com sérios efeitos colaterais.

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