Com objetivo de consolidar a cadeia produtiva da piscicultura no Estado de Mato Grosso, começou nesta terça-feira (10), o segundo módulo de capacitação continuada para 70 pessoas, entre técnicos multiplicadores e produtores. O evento é realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e parceiros públicos e privados para discutir a transferência de tecnologia e temas referentes à implantação da atividade com o foco voltado para o manejo de viveiros e da produção. A capacitação acontece no auditório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Várzea Grande.

O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril e coordenador da capacitação, Daniel Ituassu, destaca que serão dois dias de curso contendo aulas teóricas no auditório do Mapa e práticas na piscicultura Paraíso. Com a finalidade de capacitar técnicos para implementação de novas tecnologias a serem aplicadas no campo e orientar para implantação e condução de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT). O módulo zero, discutiu o nivelamento e conhecimento dos participantes, o primeiro foi identificar fontes de água e perfil de solos.

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Mato grosso produz 35 mil toneladas de pescado por ano, é considerado o maior produtor da região Centro-Oeste e o sexto maior produtor do Brasil. Conforme Daniel, a piscicultura no Estado começou em 1992, com a produção de quatro espécies de peixes: pacu, tambacu, tambaqui e pintado. “A intenção é dividir conhecimento, aumentar a produtividade e criar uma rede de informação com técnicos, produtores e pesquisadores”, enfatiza.

Alguns problemas ainda precisam ser resolvidos, segundo o pesquisador, a questão do licenciamento ambiental e a falta de uma ração para determinadas espécies. Outro ponto em debate é o gosto de barro que consumidores reclamam na compra de peixe em cativeiro. Ele explica, que esse gosto de barro percebido na carne de determinadas espécies é devido o manejo inadequado, tipo de ração imprópria para piscicultura, excesso de adubação e densidade de estocagem. “O que causa o gosto ruim são fungos e bactérias, sendo necessário submeter o peixe ao jejum durante o pré abate e esvaziar o trato intestinal”, destaca Daniel.

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O presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o engenheiro de pesca Enock Alves dos Santos, comenta que a capacitação com tecnologia voltada para a consolidação da piscicultura também é uma proposta da Empaer para que mais técnicos saibam como trabalhar e fomentar a atividade em seus municípios, visando uma nova alternativa de renda para as famílias rurais.

O técnico agropecuário e biólogo da Empaer, Esmeraldo de Almeida, do município de Lucas do Rio Verde, participa da capacitação desde o módulo zero. Ele enfatiza que para a agricultura familiar a piscicultura é uma atividade rentável que pode gerar 50% de lucro para o produtor em apenas um hectare de lâmina d’água. Segundo Esmeraldo, na região de Sinop, possui 120 piscicultores que produzem em média 15 toneladas de peixe/hectare/ano. “A capacitação auxilia no nivelamento dos técnicos e facilita a assistência técnica para os produtores”, conclui Almeida.

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