Mato Grosso vem superando todas as expectativas e deve se manter na liderança da produção de grãos no país até 2020. Nesse período, o Estado tende a continuar tendo a soja e o milho como carro-chefe. A previsão, divulgada ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), faz parte do estudo “Projeções do Agronegócio 2011/2012 a 2020/2021”. Segundo o material, as duas culturas devem apresentar expansão de até 20% nessa década. Produtores e entidades do setor, no entanto, acreditam que o crescimento será bem maior, porém apontam a logística estadual como grande entrave para esse cenário. Conforme o Mapa, até 2020 Mato Grosso terá uma produção de 27,1 milhões de toneladas de soja e 9,1 milhões (t) de milho.

Nessa safra 11/12 ,o Estado já alcançou 21,3 milhões de toneladas de soja, o que segundo o gestor do Núcleo Técnico da Federação Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Eduardo Godói, prova que os números projetados pelo Mapa para 2020 podem ser alcançados antes mesmo do esperado. Já a supersafra de milho estadual que esta em torno de 13,1 milhões (t), já ultrapassou as estimativas do Ministério em 43%. “Com certeza chegaremos a 2020 com uma safra bem maior”, pontua Godói.

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Segundo o gestor, o Estado além de manter a liderança até a próxima década, conseguirá também um produção sustentável. “Melhor do que ser líder é liderar com sustentabilidade, e hoje Mato Grosso caminha a passos largos para isso”. Ele explica que o milho safrinha no Estado já é plantado em cerca de 1/3 do território das lavouras de soja, e essa área só não é maior, porque o Estado não possui uma logística para o escoamento do seus grão. “Nós plantamos somente em 1/3 da área de soja. Isso é quase nada. Temos condição de elevar o número de área, porém precisamos de uma logística para escoar o milho”, explica.

Dificuldades

Já com esse supersafra de 13,1 milhões de toneladas os produtores mato-grossenses de milhão enfrentam problemas. Além da falta de armazéns, há também problemas com a falta de caminhão para o transporte. “A gestão interna é o maior entrave estadual. Hoje os produtores já enfrentam problemas para escoar esse milho, portanto não há como aumentar as áreas plantadas sem a construção de mais armazéns e uma logística”.

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Essa é a grande luta do setor no Estado. A conclusão das obras na BR-163 entre Cuiabá (Mato Grosso) e Santarém (no Pará) está prevista para 2014. Até lá, produtores estimam que mais de 7 milhões de toneladas de grãos serão transportadas pela163. Porém, somente esse modal não será suficiente, explica o diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja/MT), Antônio Galvan. “Somente a BR-163 não resolverá o problema da logística estadual. O volume previsto para ser escoado, coloca a BR em situação saturada”, explica Galvan. Segundo ele, é aí que entram outros tipos de modais que garantirá ao produtor bons preços. “É por isso que lutamos também por uma hidrovia. Para garantir o escoamento da produção, de forma que possamos nos manter líder sem problemas com logística, que hoje é nosso principal gargalo”, conclui.

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