O período proibitivo das queimadas em Mato Grosso começou dia 15 de julho e vai até 15 de setembro. A restrição tem o objetivo de diminuir os riscos provocados pelo fogo nesta época do ano, quando o forte calor e a baixa umidade relativa do ar ampliam os riscos de incêndios de grandes proporções na zona rural do estado. Dependendo do clima, o período proibitivo pode ser prorrogado.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta aos produtores rurais sobre as prevenções que devem ser tomadas contra os incêndios florestais, conforme explica a analista de meio ambiente do Núcleo Técnico da Famato, Lucélia Avi. “As principais medidas são a manutenção e construção dos aceiros (faixa livre de vegetação, onde o solo mineral é exposto), principalmente em torno das reservas legais e de áreas de pastagem, redução de material combustível realizando a limpeza de folhas e madeira e a implantação de vegetação com folhagem menos inflamável”, explica.

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O presidente da Famato, Rui Prado, destaca que a entidade há anos vem trabalhando com orientação sobre as técnicas de prevenção aos incêndios florestais juntamente com os Sindicatos Rurais e produtores rurais. “Os produtores rurais de Mato Grosso têm a consciência de que as queimadas só prejudicam seu processo de produção e causam danos ambientais e todos os anos tomam as medidas necessárias”.

Punição

Quem for flagrado ateando fogo no período de proibição será multado. O valor varia de acordo com a área atingida, que pode variar de R$ 1 mil por hectare nas áreas abertas a R$ 1,5 mil por hectare nas áreas de floresta. Além disso, o infrator pode ser detido e responder por crime ambiental, com pena prevista para até quatro anos.

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