Em audiência com a presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Maria do Amaral Azevedo, na tarde desta quarta-feira (11), o governador Silval Barbosa reiterou a importância de um acordo no caso da gleba Suiá-Missu – demarcada como área indígena da etnia xavante – frente à possibilidade de um conflito na região do Vale do Araguaia. Uma ordem judicial determinou a desapropriação de 800 posseiros, colonos e fazendeiros da área indígena Marãiwatsédé, na gleba. O encontro aconteceu na sede da fundação, em Brasília.

De acordo com o governador, durante a reunião a presidente do órgão acordou que a Funai abrirá o diálogo com os produtores para que seja possível negociar. Em sua fala, Silval Barbosa ressaltou que qualquer decisão deve atender tanto os indígenas quanto os produtores. “Ninguém quer prejudicar os indígenas nem os produtores, a decisão tem que ser boa para todas as partes envolvidas”, frisou o chefe do Executivo estadual.

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Na avaliação de Marta Maria do Amaral, a audiência foi importante para estabelecer a abertura de um diálogo, a fim de que “se faça tudo de uma maneira tranquila”, completou.

Em busca de uma solução para a disputa de terras na gleba Suiá-Missu, no município de Alto Boa Vista o governador também se reuniu, nesta quarta-feira, com a ministra da Casa Civil, Glesi Hoffmann, e com a bancada federal. Silval lembrou nos encontros que o Estado propõe uma permuta da área atual, de 152 mil hectares – totalmente antropomorfizada pela cultura do homem não-índio – por outra área, também localizada na região Araguaia, com 225 mil hectares e rica em recursos naturais.

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A área de Suiá-Missu está em litígio desde 1993, quando foi demarcada como reserva Marãiwatsede. O TRF 1ª Região, no mês passado [junho], cassou a liminar que mantinha as famílias de produtores no local e determinou à Funai que apresente um plano de retirada das famílias até o dia 16 deste mês.

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