Neste ano de 2012, foram registrados no Hospital Regional de Rondonópolis quatro casos da Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune, caracterizada pela inflamação e desmielinização dos nervos periféricos, ocasionando em perda de movimentos. O seu diagnóstico é clínico e, apesar de não se enquadrar em traumato-ortopedia, o Hospital Regional já realizou o tratamento dos três primeiros casos e inicia o quarto.

Até o ano passado, casos diagnosticados no HRR eram tratados por meio de terapia com corticoide ou era realizada a transferência do paciente para Cuiabá. No entanto, a diretoria camiliana buscou toda a medicação necessária à patologia para realizar o tratamento mais eficiente no próprio Hospital. Pela rede particular, o tratamento individual está orçado em mais de 12 mil reais.

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“Apesar de não ser uma referência do HRR, buscamos com o apoio da Secretaria de Estado tratar esses pacientes aqui mesmo, pois, facilita para os familiares que não precisam se deslocar para acompanhamentos e ganhamos tempo para que o tratamento seja mais eficaz”, afirma a diretora da Qualidade Assistencial, Larissa Vitt Pieper Oliveira.

A imunoglobulina humana intravenosa (IGIV) tem sido o tratamento de escolha na maioria dos países, por reduzir as complicações associadas à fase aguda e diminuição dos déficits neurológicos residuais em longo prazo. Esse medicamento é pasteurizado e deve ser administrado em ambiente hospitalar, sob a vigilância de um profissional de saúde. Após a administração da imunoglobulina, o paciente deve ser acompanhado por um período longo de tempo. O medicamento que é fabricado a partir de sangue humano, melhora a resposta de defesa do organismo e tem indicação para diversas doenças.

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O diretor administrativo, Wagner Dias, destaca que os casos foram solucionados, assim como outros, visando o melhor atendimento ao paciente. “É muito importante o empenho de nossos profissionais em busca da resolução de casos. Foi com boa vontade e organização interna que conseguimos contemplar esses tratamentos no HRR”, acrescenta.

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é a maior causa de paralisia flácida generalizada no mundo, com incidência anual de 1 a 4 por 100.000 habitantes. Acomete mais pessoas com idade entre 20 e 40 anos de idade, em que ataca primordialmente a mielina da porção proximal dos nervos periféricos de forma aguda/subaguda

A coordenadora do serviço de Farmácia, Ana Cláudia Moraes, enfatiza que, desde o início da gestão camiliana, o objetivo era a ampliação de acesso aos medicamentos. “É perceptível como temos nos tornado além de mais resolutivos, um Hospital que contempla os pacientes em suas diversas patologias, disponibilizando medicamentos que aceleram a melhora clínica dos internados”, reitera.

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