Foto: O Iguassu

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou ao Palácio do Planalto por volta das 10h, com 50 minutos de atraso, para a reunião extraordinária de Cúpula do Mercosul, em que será confirmada a entrada da Venezuela no bloco. Chávez subiu a rampa do palácio e foi recebido pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

Dilma recebe também os demais líderes do Mercosul para selar a entrada da Venezuela no bloco. A cúpula extraordinária terá a presença de Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai).

O Brasil sedia o encontro porque exerce a presidência pró-tempore do Mercosul. Antes do início da cúpula, marcada para 11h, Dilma receberá os três presidentes em seu gabinete para uma reunião privada.

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A cúpula terá duração de cerca de 1h30 e selará o ingresso da Venezuela no Mercosul, decisão tomada por Brasil, Argentina e Uruguai no mês passado, durante a 43ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, na cidade argentina de Mendoza.

A incorporação do país ao bloco só foi possível devido à suspensão temporária do Paraguai, o que ocorreu após o presidente Fernando Lugo ser destituído do poder. O Paraguai era o único membro permanente cujo Congresso ainda não havia aprovado a entrada da Venezuela.

Como continua suspenso do bloco, o Paraguai não participará da reunião no Brasil.

Após a cúpula, haverá uma declaração à imprensa feita por algum representante brasileiro da presidência pró-tempore do bloco. Há previsão de Chávez também falar, segundo assessoria da embaixada da Venezuela. Em seguida, às 13h10, os presidentes almoçarão no Palácio do Itamaraty.

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O ingresso do país de Hugo Chávez ao Mercosul se deu em meio a polêmica e acusações de que o Brasil teria feito pressão a favor da admissão. O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, afirmou no início do mês que seu país era contrário ao ingresso da Venezuela “nessas circunstâncias”. Segundo agências internacionais de notícias, Almagro disse que a posição do Brasil “foi decisiva nessa história”.

O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, negou a acusação na época. “Nós não fizemos pressão sob nenhum país até porque não é estilo da presidenta Dilma Rousseff fazê-lo”, disse Garcia na época. Segundo o assessor especial, o Brasil não faz esse tipo de pressão “em relação a nenhum governo e menos ainda o faria em relação a governos com os quais nós temos uma associação tão intima”.

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