“Mato Grosso sem Fumaça deve sair da condição de projeto e se tornar um programa de governo”, destacou o secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, ao falar da importância da ação, para os monitores que estão sendo capacitados para atuar com os visitantes do Pulmão Inflável.

O projeto iniciado em 2010 com proposta semelhante ganha vertente matogrossense com foco nas necessidades de cuidados com o meio ambiente e saúde para gerar benefícios sociais. O tour educativo pelo pulmão será desenvolvido no segundo semestre no Estado.

Ságuas destacou durante a abertura da capacitação que a integração entre as Secretarias Estaduais de Educação, Saúde e Meio Ambiente, além de Ministério Público (MP) e Sociedade Matogrossense de Pneumologia, deve fazer das ações uma proposta rotineira na política estadual. “Os problemas com queimadas e tabaco atingem repercussão nacional e mundial, não devem ser tratados pontualmente. Temos que garantir a adesão de mais pessoas à causa, que traz tantos prejuízos para a sociedade”.

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O fato da edição de 2012 do projeto Mato Grosso sem Fumaça conseguir integrar os órgãos em uma ação conjunta foi o maior destaque dado pelos participantes. “As ações eram segmentadas. A saúde ficava com a responsabilidade de tratar as doenças respiratórias, mas essas vão além da saúde”, destacou o representante da Secretaria de Estado de Saúde, Wagner Luiz Peres,

Queimada, por exemplo, fica com a Secretaria de Meio Ambiente, contudo, questiona a superintendente de Educação Ambiental da Sema, Vânia César, “queimada não é um problema de saúde?” Conforme Vânia, é necessário mostrar para a sociedade que existem práticas corretas de desenvolver as ações de queima, que não impactarão em maiores gastos ou prejuízos para o praticante.

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Kézia Damares, representante do Ministério Público Estadual, defendeu as práticas de prevenção e mudança de mentalidade, já que a punição acontece depois que o prejuízo está posto. Segundo ela, os danos a saúde e ao meio ambiente já aconteceram quando o Ministério Público é acionado. “Devemos evitar os estragos a natureza e a saúde da população”, diz.

Prejuízos

As queimadas serão um dos focos do projeto Mato Grosso sem Fumaça, que trabalhará também com fogão à lenha e tabaco. No quesito fumo a presidente da sociedade de pneumologia, a médica Keyla Maia, destaca os danos causados na saúde da população e os prejuízos econômicos para a sociedade. “Pesquisas comprovam que os dependentes químicos iniciaram o vício pelo cigarro. E mais, hoje o vício do cigarro é uma doença considerada pediátrica, já que a iniciação se dá antes dos 14 anos”.

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Segundo a médica, as campanhas preventivas com criança e adolescentes em idade escolar, são uma proposta efetiva para os resultados. De acordo com a médica, os índices de mudança de hábitos no indivíduo adultos não são muito animadores. “Menos de 50% dos já fumantes conseguem largar o cigarro”, diz.

Pesquisas mundiais revelam que o tabaco mata cerca de 5 milhões de pessoas por ano no mundo. Os gastos com tratamentos de doenças associadas ao tabaco chegam a R$ 21 bilhões, enquanto os lucros das empresas de tabaco atingem apenas R$ 6 bilhões, ou seja, os danos para a sociedade são bem maiores.

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