O primeiro mês cheio com IPI reduzido mostrou que o incentivo do governo veio para recuperar o setor de venda de veículos novos. Somente em junho, foram emplacados 10.065 veículos de todas as categorias em Mato Grosso. O número sobressai em 1,32% o registrado em maio e em 3,59% na comparação com junho do ano passado. No acumulado do ano, porém, o Estado ainda apresenta queda, de 3,69%. O balanço é da Federação Nacional de Distribuidores de Veículos (Fenabrave-MT).

No último mês foram emplacados 4.107 automóveis (carros de passeio) em Mato Grosso. O índice representa incremento de 27,94% em relação a maio, quando foram comercializados 3.210 automóveis no Estado. No percentual, foi a categoria que registrou os melhores números. No comparativo com o mês de junho de 2011, o aumento foi ainda mais expressivo: 36,99%.

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O setor de comerciais leves (caminhonetes) emplacou 1.582 unidades em junho, ante 1.439 em maio. A elevação foi de 9,94%. Na relação com junho do ano anterior, o segmento emplacou 24,08% mais veículos. O segmento de caminhões, com 233 veículos emplacados, apresentou acréscimo de 6,88% em relação a maio. Coincidentemente, o Estado emplacou a mesma quantidade de ônibus nos meses de junho e maio deste ano e junho de 2011: nove veículos em cada período.

O diretor regional da Fenabrave-MT, Manoel Guedes, avalia que o mercado respondeu positivamente à política de redução tributária. “Tivemos um péssimo primeiro semestre em 2012, sendo que o que nos salvou sem dúvida foi o final do mês de maio e o mês de junho, que com o reflexo da medida de redução do IPI, geraram um bom resultado no final do primeiro semestre”, observa.

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O setor de motocicletas foi o único a registrar retração, tanto no confronto maio/junho quanto no balanço de junho deste ano contra igual mês de 2011. Foram comercializadas 4.134 motos no último mês, índice 18,27% menor que em maio, quando o Mato Grosso registrou a venda de 5.058 unidades dessa categoria. Na comparação com junho do ano passado, a queda foi de 17,96%.

“O resultado negativo se deve à dificuldade que os revendedores ainda encontram para aprovação do crédito dos consumidores deste segmento, pois ainda há um número expressivo de inadimplência acumulada”, explica Guedes.

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