Foto: arquivo/AGORAMT

Candidato a prefeito de Cuiabá, o empresário Mauro Mendes (PSB) esteve na comunidade rural São Gerônimo, localizada a 30 km da área urbana de Cuiabá, para debater sobre os entraves da agricultura familiar. Toda a dificuldade pela qual passam as mais de 140 famílias que possuem as pequenas propriedades na comunidade foi exposta em reunião que aconteceu na sede da Associação de Moradores

Com o encontro, o candiato socialista quis mostrar que a sustentabilidade econômica da agricultura familiar na zona rural de Cuiabá – e consequentemente o abastecimento mais eficaz de hortifrutigranjeiros na mesa do cuiabano – está entre suas preocupações enquanto candidato.

Além da falta de incentivo e de infraestrutura básica, relatou a presidente da associação, Rosineide dos Santos, a comunidade não consegue comercializar seus produtos. “Nossa produção acaba se tornando de subsistência”. Para percorrer os 30 km por estrada de terra até Cuiabá, os moradores da “São Gerônimo” andam a pé ou dependem de carona. “Esse pedaço de Cuiabá não é contemplado com transporte público”, completou Rosineide.

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Mauro Mendes, que viveu até os 16 anos na zona rural de Anápolis (GO), disse conhecer bem as dificuldades do trabalhador do campo. “É por isso que a agricultura familiar é contemplada em meu plano de governo. É preciso ampliar os serviços públicos nessas comunidades, mas, acima de tudo, fomentar as atividades agrícolas, nas mais diversas áreas como fruticultura, piscicultura, entre tantas”.

A proposta de se instalar um novo Centro de Abastecimento para comercializar a produção das comunidades rurais – como a de São Gerônimo, Aguaçu e Coxipó do Ouro, por exemplo – foi apresentada por Mauro Mendes. Isto porque o Centro de Abastecimento do Verdão está na eminência de ser retirado do local onde está hoje. “E o atual espaço não é o adequado”, disse Mauro.

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O descaso do poder público municipal com as comunidades rurais é tamanho, relata Rosineide, que até mesmo um projeto realizado em parceria com a empresa Natura, que contempla a comunidade com R$ 400 mil para abastecimento de água, não ganhou o apoio da prefeitura. “A empresa entende que a infraestrutura é obrigação do Estado e do Município. O Estado nos deu três poços, mas a prefeitura virou as costas”, disse. Para executar o projeto, a comunidade precisa de seis poços artesianos. (Com Assessoria) W.S

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