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Mais modernos e eficazes, o Telaprevir e o Boceprevir devem beneficiar 5,5 mil pacientes, todos portadores de cirrose e fibrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença.

Os remédios são antivirais de ação direta e ambos possuem taxa de eficácia de 80%, o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral). Os novos medicamentos são administrados por via oral e têm efeito de até 48 horas.

No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos casos de câncer primário de fígado.

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (25) campanha nacional contra hepatites virais, com o tema “As hepatites podem estar onde você menos espera”. O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais será comemorado no sábado (28). Está prevista uma série de ações de diagnóstico e prevenção, entre as quais, a ampliação de testes rápidos de diagnóstico. Veja aqui o material da campanha.

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Os dois públicos prioritários são pessoas de até 29 anos, que serão incentivadas a tomar as três doses da vacina contra hepatite B; e acima de 45 anos, que deverão fazer o teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C. Serão disponibilizados 2,3 milhões de unidades do teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C no SUS para serem distribuídas de agosto de 2012 até agosto de 2013, conforme a demanda dos estados.

No ano passado, foram distribuídos 30 mil testes rápidos. E só no primeiro semestre deste ano, mais de 400 mil testes rápidos foram disponibilizados.

A hepatite viral é a inflamação do fígado causada por vírus. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

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No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E, mais frequentes na África e na Ásia. Segundo o Ministério da Saúde, milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de que as doenças evoluam e se tornem crônicas, causando danos mais graves ao fígado.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (25), a hepatite B apresentou o maior número de casos entre todos os outros tipos nos últimos 14 anos. Foram 120,3 mil notificações de 1999 até 2011. A região Sudeste concentra o maior número: 36,3% do total, seguida da Sul, com 31,6% das notificações. A via sexual é a forma predominante de transmissão da hepatite B, 52,7% dos casos. A doença atinge principalmente a faixa etária entre 20 e 39 anos.

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Em relação à hepatite C, de 1999 a 2011, houve 82 mil casos no Brasil. A maior parte dos infectados (90%) estão concentrados nas regiões Sudeste e Sul, com destaque para São Paulo e Rio Grande do Sul, com 56,9% (46,6 mil) e 13% (10,6 mil), respectivamente.

Já a taxa de incidência de hepatite A vem caindo consideravelmente, ano a ano, desde 2006, no Brasil. Enquanto em 2005, quando ocorreu o ápice da incidência, o número foi de 11,7 por cada 100 mil habitantes, em 2011 a taxa ficou em 3,6. Neste caso, a região Norte é a campeã, registrando 15,6 em 2011. No Sudeste a taxa foi de 1,5. A faixa etária mais acometida são crianças de 5 a 9 anos, que compreendem 36,8% dos casos notificados no país de 1999 a 2011 (50,9 mil casos).

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