Foto: assessoria

Mato Grosso e a região metropolitana de Cuiabá ganharão, historicamente e tecnologicamente, o marco do “antes e depois” da realização da Copa do Mundo de 2014. As obras darão maior impulso socioeconômico em todo o Estado, considerando que a infraestrutura e o sistema de transporte público transformarão para melhor a vida das pessoas.

No Plano de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá de 2010/2011, elaborado pela Oficina de Engenheiros Associados com o Governo de Mato Grosso (Secretaria da Copa e das Cidades), Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, foram realizados estudos sobre transporte e mobilidade urbana.

A pesquisa realizada em 2010 compreendeu uma amostra de 4.600 domicílios, representativa de 36 zonas de tráfego, na qual foi dividido o território de Cuiabá e Várzea Grande. Em mais de um milhão de viagens, o coletivo foi o mais utilizado como transporte público, representando 40% do total, seguido pelo modo não motorizado com 31%.

Apesar da participação de 29% do modo motorizado individual ter sido apontado como o menor, os técnicos evidenciaram que, em 5 anos, houve um crescimento de 7% na participação das viagens com veículos motorizados individuais.

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Com bases na necessidade de um modal de transporte eficiente e que atendesse por décadas as necessidades da mobilidade urbana sustentável, o governador Silval Barbosa determinou a implantação do sistema ferroviário VLT – Veículo Leve sobre Trilho.

A decisão do Governo Estadual pelo sistema do VLT baseou-se em vários critérios, entre eles, melhorar a qualidade de vida da população no serviço de transporte público regular, confiável e seguro. Também, considerou-se  a necessidade de tornar eficiente a prestação de serviços com melhores padrões de deslocamento urbano. Não foram esquecidas as ações para resguardar a qualidade ambiental, o controle da poluição atmosférica e sonora, além da proteção do patrimônio histórico e arquitetônico das cidades.

Como citamos no artigo anterior, o sistema do VLT – metrô de superfície – que está sendo implantado na região metropolitana de Cuiabá até Várzea é o primeiro no Brasil e na América Latina. Semelhante a esse sistema só é encontrado na cidade de Houston, Texas, Estados Unidos.

O VLT da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá terá uma extensão de 22,18 km de via ferroviária semi-agregada, com 33 estações para embarque e desembarque, três terminais de integração, além de obras dos complexos de manutenção, administração e operação entre outras.

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Diferente do sistema rodoviário BRT, que tem o trânsito urbano influenciando na fluidez desse modal, o sistema ferroviário do VLT permitirá cruzar a cidade, no horário de pico do trânsito, em menor tempo e com maior conforto. Além disso, o intervalo entre a chegada de um veículo e outro será em tempo bem reduzido, comparado ao existente no transporte público atual.

O VLT possibilitará a integração com todas as linhas do modal rodoviário, reorganizando o sistema de transporte público coletivo da região metropolitana. Os corredores estruturais do sistema VLT percorrerão Cuiabá em direção aos bairros e em direção à Várzea Grande, em formato da letra “T”, contendo, basicamente, duas linhas.

A Linha 1, com mais de 15 km de extensão, unirá Cuiabá à Várzea Grande, denominada “Aeroporto-CPA”. Será uma mudança de paradigma para quem vem para Cuiabá, encontrando um legado da Copa para a região metropolitana.

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A Linha 2, com mais de 7 km, será no trecho “Centro-Coxipó”, permitirá um significativo ganho de qualidade de vida para a população do Coxipó, considerada a região de maior contingente populacional – e de maior número de usuários do transporte coletivo – dentro da Macrozona Urbana de Cuiabá, segundo dados do Perfil Socioeconômico de Cuiabá.

O sistema VLT marcará a reordenação de hábitos, novos padrões de viagem por menor tempo, ecologicamente correto. Cria-se, também, uma nova expectativa de educação no trânsito, induzindo a redução dos custos provenientes dos resultados negativos da utilização do transporte motorizado individual.

As obras de mobilidade e infraestrutura urbana, associadas à expansão da rede hoteleira, à qualidade de serviços e dos profissionais trarão como resultado a expansão do turismo e dos negócios para Mato Grosso. Na capital, além do turismo e evento dos negócios, resultará no aumento da movimentação econômica na cidade.

José Lacerda é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso

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