O delegado-adjunto da Divisão de Homicídios (DH), Allan Duarte, informou ao G1 que o suspeito de matar uma menina de 9 anos  agiu por vingança. Segundo ele, o pedreiro Gilmar Cunha, de 38 anos, era casado com a tia da vítima e tinha diversas richas com o pai da criança. A prisão aconteceu na noite de sábado (28), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“A  motivação principal foi vingança, porque ele tinha um relacionamento ruim com os pais das vítima. E a segunda motivação, foi a satisfação da lascívia dele, ou seja, a libido dele. Antes de matá-la, ele também abusou sexualmente dela”, explicou Duarte.

De acordo com o delegado, o crime, que ocorreu dentro da casa da vítima, na noite de sexta-feira (27), foi totalmente planejado pelo suspeito.  “Ele morava no mesmo terreno que ela e sabia que os pais estavam trabalhando e ela estava sozinha com a irmã de 14 anos. Quando a irmã saiu para ir até uma lan house, ele viu e resolveu pôr em prática o crime. Foi tudo tão arquitetado que ele saiu de casa já com a faca para matar a menina”, contou o delegado, que acrescentou também que Gilmar pulou o muro para praticar o crime.

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“Ele sabia exatamente o que estava fazendo. Ele pulou o muro tanto para entrar na casa e cometer o crime, quanto para sair do local também. Depois, ele foi para a residência dele, tomou um banho, trocou de roupa e agiu como se nada tivesse acontecido”, relatou Duarte.
O corpo da vítima, identificada como Karine Rodrigues da Rocha, foi encontrado debaixo da cama. Segundo a polícia, ela levou 20 facadas. A arma do crime também foi encontrada no local.

Moradores espancaram o preso
O delegado contou ainda que Gilmar foi descoberto como autor da prática, após ter sido espancado por moradores da região.

“Eu não sei ao certo de onde partiu a desconfiança dos vizinhos. Mas ontem [28] por volta das 18h, os policiais militares do 40º BPM (Campo Grande), receberam uma informação através da sala de operações que um homem estava sendo linchado na Estrada da Moriçaba. A guarnição foi até o local, em seguida o levou para o Hospital Rocha Faria e depois o trouxe para cá, onde ele acabou confessando o crime”, disse.
mulher do suspeito, irmã do pai de Karine, foi até a Divisão de Homicídios no sábado (28) e reconheceu a arma do crime como utensílio doméstico dela. “Ela relatou à polícia que quando soube do que aconteceu coma sobrinha, chegou a questionar o marido, mas ele negou”, concluiu o delegado Allan Duarte.

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O preso vai responder por estupro de vulnerável por motivo fútil e homicídio duplamente qualificado. De acordo com a polícia, ele pode pegar até 60 anos de prisão.

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