O Sindicato dos Servidores do Detran-MT (Sinetran-MT) fez uma enquete para saber se a população confia na fiscalização feita pela Autarquia no que se refere as serviços de autoescolas e despachantes. A resposta de 55% dos participantes da enquete classifica a fiscalização nesse quesito como total descaso, 22% acham que é ruim, 19% que é péssimo e 5% acreditam que é boa.

A pergunta foi “Como você classifica a fiscalização do Detran nos serviços das autoescolas e despachantes?” e ficou no site do Sinetran durante um mês para votação.

“Para o Sinetran fica claro que as fraudes podem acontecer pela falta de fiscalização por parte da própria entidade, já que no organograma do Detran-MT, a coordenadoria de fiscalização que é responsável em fiscalizar todas as autoescolas credenciadas e despachantes do Mato Grosso inteiro, só tem uma “equipe” formada por um servidor comissionado e um servidor efetivo. É  humanamente impossível duas pessoas fiscalizarem as centenas de autoescolas e despachantes existentes no Estado. Já que o Detran-MT optou por terceirizar toda a parte de formação de condutores, ele tem ao menos a obrigação de fiscalizar de forma eficaz as empresas credenciadas, caso contrário, o resultado nós veremos nos índices de acidentes de trânsito do Estado”, denuncia a presidente do Sinetran Veneranda Acosta.

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Na gerência de fiscalização de despachante, só tem um servidor comissionado e um estagiário. Para Veneranda, o que mais a assusta é ver o Estado delegar uma função de fiscalização a um servidor não-efetivo. “O correto é termos uma fiscalização formada por uma equipe compatível com a demanda e exclusivamente efetiva e também termos esses credenciamentos por meio de processo licitatório como é feito em outros Estados, justamente para não se ter nenhum tipo de favorecimento político, antidemocrático, tanto no credenciamento, como na fiscalização.”

Para a presidente do Sinetran-MT, somente depois que a fiscalização das autoescolas e despachantes for devidamente estrutura é que o Estado poderá coibir qualquer tipo de fraude na emissão dos documentos. “Se não houver seriedade na fiscalização e o Detran-MT tapar os olhos para a realidade, as empresas credenciadas poderão agir da forma que bem entenderem”, conclui Veneranda.

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