A proposta de reestruturação de carreira apresentada pelo Governo Federal aos professores das universidades federais, na sexta-feira (13), não agradou grande parte dos profissionais em Mato Grosso. “A proposta que o governo apresentou não atinge a reivindicação da categoria. É apenas uma proposta financeira, que penaliza assistentes e auxiliares que são as categorias mais baixas. Ela [a proposta] está focando apenas no título”, explicou o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), Carlos Alberto Eilert. “Há uma discrepância dos itens. O auxiliar não tem praticamente nada de aumento. Queremos plano de carreira que priorize a qualidade de ensino”, destacou.

Na opinião de Carlos, faltam detalhes em relação a estrutura das universidades e também valorização do profissional. “Não se trata só de salário. Ganhar bem todos querem, mas o objetivo principal também são condições de trabalho. É ter laboratório para trabalhar, e quando tem [o laboratório], o professor não tem saúde. Isso não está sendo valorizado”, acrescentou. Nos próximos dias, os professores deverão se reunir para avaliar a proposta e, no dia 23, deve ocorrer um novo encontro com os representantes do governo federal. Enquanto isso, a greve iniciada em 17 de maio continua.

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De acordo com a publicação da Agência Brasil, o governo federal ofereceu reajustes que variam entre 24,4% e 45,1% para doutores. Atualmente, os professores universitários que atingem o topo da carreira recebem R$ 11,7 mil. Com a nova proposta, a remuneração chegaria a R$ 17,1 mil. Entre os mestres, os aumentos vão variar entre 25% e 27%. Na avaliação da ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão, Mirian Belchior, a proposta objetiva conceder maior progressão salarial aos professores com doutorado e com dedicação exclusiva.

Não foi apenas os profissionais de Mato Grosso que não avaliaram positivamente a proposta. No site do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes- SN), a publicação da proposta rendeu muitos comentários, alguns destacando a proposta como “humilhante”.

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A projeção feita pelo governo é apenas para os professores. Para técnicos das universidades ainda nenhum documento foi apresentado.

 

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