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O secretário estadual de Meio Ambiente (Sema), Vicente Falcão, anunciou que as queimadas estão proibidas em Mato Grosso até setembro. Este prazo pode ser prorrogado de acordo com as condições climáticas. O secretário explicou que o estabelecimento do período proibitivo vem da preocupação do Estado com o incremento na incidência de focos de calor e alertou para o fato de que as queimadas não devem ser uma preocupação somente da Sema, mas de todo o conjunto da sociedade. “Temos que buscar integrar as ações, com o objetivo de ampliar a conscientização e sensibilização da sociedade com relação aos problemas causados pelas queimadas à saúde da população e ao meio ambiente”.

Durante o anúncio, Vicente Falcão apresentou também o Plano Integrado de Prevenção às Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais para 2012. As ações de prevenção, que incluem trabalhos voltados à Educação Ambiental e capacitação, tiveram início a partir de janeiro. Agora, com a aproximação dos meses mais críticos (julho, agosto e setembro) começa a fase de monitoramento.

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O secretário falou também da importância da participação dos municípios nesse esforço, em especial no combate aos incêndios florestais em suas áreas de responsabilidade, e do trabalho desenvolvido pelo Centro Integrado de Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman), que reúne técnicos de vários órgãos estaduais e federais, com o objetivo de potencializar as ações de prevenção e combate a incêndios florestais no Estado, de forma conjunta e integrada.

O Plano de Ações apresentado nesta segunda abrange todo o Estado de Mato Grosso, com 141 municípios, totalizando 903.357 quilômetros quadrados.

No Plano estão definidas as estratégias de ação visando aperfeiçoar os recursos existentes, além de identificar quando, como e por quem deverão ser prevenidos, controlados e fiscalizados os incêndios florestais e as queimas ilegais.

Segundo o secretário-executivo do Comitê de Gestão do Fogo, major do Corpo de Bombeiros Ramão Correia Barbosa, as ações estratégicas definidas no Plano envolvem a prevenção, preparação, aprestamento e mobilização de meios, monitoramento e controle, resposta e responsabilização.

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“Essas ações vão desde a formação de brigadas municipais, passando pela aquisição de equipamentos de combate às queimadas e incêndios florestais, contratação de aeronaves até a vigilância e monitoramento e a responsabilização daqueles que praticaram a queima ilegal”, explicou.

Entre os resultados esperados, o Governo do Estado busca a diminuição da degradação ambiental provocada pelos incêndios florestais; a conscientização e sensibilização da sociedade como um todo em relação aos problemas da degradação ambiental; a participação dos municípios na busca de soluções, diante dos problemas causados pela degradação ambiental e o aprimoramento e consolidação do projeto de prevenção e combate a incêndios, além da redução do número de focos de calor em Mato Grosso.

Participaram da apresentação a secretária-adjunta de Mudanças Climáticas, Suely Bertoldi, a superintendente de Educação Ambiental, Vânia Márcia Montalvão Guedes Cesar, e representantes de órgãos que integram o Comitê Estadual de Gestão do Fogo.

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FOCOS DE CALOR – Segundo números gerados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2010 foram registrados em Mato Grosso 279.807 focos de calor. No ano passado, esse número caiu para 89.523 focos de calor registrados de 1º de janeiro a 31 de dezembro.

Segundo dados do Inpe, este ano, de 1º de janeiro até esta segunda-feira (16.07), pelo satélite AQUA UMD Tarde, foram detectados no Estado, 4.593 focos de calor.

Nesse período, os municípios com maior número de focos de calor são: Nova Maringá, com 264 focos; Feliz Natal, com 232 focos; Gaúcha do Norte, com 222 focos; Nova Ubiratã, com 214 focos; Querência com 192 focos; e São Félix do Araguaia com 174 focos de calor. (Secom)

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