Não faltaram rojões e frases de efeito na volta do vereador Ralf Leite (sem partido) à Câmara Municipal de Cuiabá na manhã desta sexta-feira (20). Para o presidente do Legislativo, Júlio Pinheiro (PTB), por exemplo, a volta do parlamentar foi conduzida pela “mão de Deus”. Ralf está de volta à cena por força de liminar obtida no Superior Tribunal de Justiça, que garantiu seu imediato retorno quase três anos após a cassação ocorrida em 2009.

“940 dias é muito tempo”, lamentou, em referência ao período em que ficou afastado. Ele foi cassado por quebra de decoro parlamentar por envolvimento com uma travesti menor de idade e por tentativa de suborno de policiais militares. “A gente aprende pouco com as vitórias, mas aprende muito com as derrotas”, filosofou ao tomar posse.

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“Não digo que sou vítima, digo que sou injustiçado”, declarou ao chegar na Câmara, pouco antes das 9h, horário marcado para a cerimônia. Ele entrou no prédio de mãos dadas aos pais e acompanhado de amigos, que empunhavam uma faixa saldando sua volta.

Fortuitamente para Ralf, a recondução ao Legislativo foi feita pelas mãos de Júlio Pinheiro, único vereador à época que votou junto com o também cassado Lutero Ponce pela não punição por quebra de decoro. “Na ocasião, eu disse que não estava sendo aberta uma brecha jurídica, mas sim uma avenida jurídica”, declarou Pinheiro. “Na época, eu me recusei a votar pela sua cassação e lembro que fui criticado e fui vaiado”, lembrou o petebista. “Você pagou um preço muito alto, mas tenho certeza que você ainda vai fazer muito por esta cidade”, completou.

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Também participou da cerimônia de posse a vereador Lueci Ramos (PSDB), que votou pela cassação de Leite em 2009. “Não guardo rancor nenhum. Ralf hoje é paz e amor”, declarou o vereador reempossado.

Futuro Político

“Quero recuperar o tempo perdido, fiscalizar bem a gestão Galindo”, declarou. A decisão judicial que determinou a volta de Ralf restituiu os direitos políticos cassados pela Câmara. Ralf afirma, no entanto, que ainda não sabe se será candidato ou não. A tendência, explica, é que candidate-se novamente em 2014.

Sem partido atualmente, o vereador já assinou a papelada para a filiação ao Democratas, mas pediu para parar o processo. “Quero pensar”, justificou, apesar de no momento da posse agradecer pelo apoio de seu “padrinho político” deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM).

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