Mano Menezes orienta os seus comandados contra a Grã-Bretanha (Foto: Mowa Press)

Foram 19 idas à área técnica. Quinze delas no primeiro tempo. Assim se comportou o técnico Mano Menezes na vitória da seleção brasileira por 2 a 0 sobre a Grã-Bretanha, na última sexta-feira, em Middlesbrough. Na etapa inicial, os gritos eram para corrigir um posicionamento aqui ou lamentar um passe errado ali. E o desempenho do comandante canarinho surtiu efeito.

Os gols podem até ter saído no primeiro tempo. Mas a atuação da etapa final encheu o treinador de confiança para a estreia nos Jogos de Londres, na próxima quinta-feira, contra o Egito, em Cardiff, no País de Gales.

– O intervalo permite o ajuste de forma mais objetiva. No segundo tempo, já não precisava falar tanto. Trabalhamos as questões que tinham deixado de funcionar no primeiro tempo. A equipe se moldou mais ao jogo, encontrou menos erros, controlou mais a partida e não precisou tanto da interferência do técnico – explicou.

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Mas no primeiro tempo, Mano teve trabalho. Os primeiros dez minutos serviram para acertar o posicionamento. Sandro, Rômulo, Damião… Todos ouviram gritos e viram gestos do comandante na área técnica. Aos 20 minutos, o treinador não se conteve com uma tentativa de caneta frustrada de Neymar. Sacudiu a cabeça negativamente e foi para o banco.

Hulk também tentou uma firula, um toque de calcanhar, e mais uma negativa do comandante. Mesmo sem terem visto a discordância de Mano, os dois parecem ter entendido o recado. Os lances não voltaram a se repetir no amistoso.

No fim da etapa final, mais trabalho para corrigir o posicionamento da equipe. Desta vez, no meio de campo. Oscar, Sandro, Rômulo… Todos ouviram novamente as palavras do treinador. E como o próprio comandante afirmou na coletiva, o intervalo e a ida para o vestiário serviram para corrigir o que não estava dando certo. A partir daí, só deu Brasil.

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O segundo tempo foi marcado pela observação. Mano acompanhou mais o confronto do que corrigiu ou viu falhas na equipe. O Brasil, de fato, havia voltado a campo mais senhor de si, dominando as ações e tocando a bola. Neymar parecia mais solto, acertava praticamente todas as jogadas. Só não fez mais gols. Oscar e Hulk mostravam que a confiança do chefe era mais do que merecida. Foram os destaques do amistoso.

Lucas, Ganso, Alex Sandro, Danilo – este último de volante – tiveram oportunidade de mostrar que também podem estar na equipe titular. Todos entraram no segundo e não deixaram cair a qualidade da seleção brasileira, que dominou amplamente a Grã-Bretanha.
O mesmo jogador não precisa correr atrás todos os jogos de um protagonismo”
Mano Menezes

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E é justamente por conta dos muitos destaques que Mano foi bem claro ao falar do individualismo. Os lances de Neymar e Hulk, por exempo, que o fizeram balançar a cabeça de forma negativa.

– Estamos dando tudo para esse grupo ganhar a competição. Não vai ganhar individualmente. Vai ganhar pelo coletivo. Vai evidenciar um, ora outro. Não será sempre o mesmo jogador que vai decidir. O mesmo jogador não precisa correr atrás todos os jogos de um protagonismo. Quando todos entenderem isso, vamos estar preparados para irmos bem – analisou.

Neste sábado, a Seleção vai realizar um treino leve na piscina do hotel em St. Albans. No domingo, a delegação visitará a Vila Olímpica, em Londres. A estreia nos Jogos será na próxima quinta-feira, contra o Egito, em Cardiff, no País de Gales.

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