Produtor que cultiva alimento com sustentabilidade é aquele que adota boas práticas agrícolas, usa técnicas e tecnologias que o ajudam a fazer o melhor em sua propriedade de forma rentável e com responsabilidade social e ambiental. Sabendo disso é que, há quatro anos, pesquisadores do Programa de Monitoramento e Adubação (PMA) da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, desenvolvem trabalho sobre sistemas de produção de grãos e fibras.

Na estação de pesquisa para estudos envolvendo sistemas de produção e manejo do solo, situada em uma fazenda parceira do PMA no munícipio de Itiquira/MT, já é possível obter informações quanto a influência dos diferentes sistemas de produção sobre a dinâmica de nutrientes em cada sistema, sobre a intensidade dos estresses bióticos e abióticos e influência destes sobre o manejo de adubação.

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O foco do trabalho, de acordo com Leandro Zancanaro, pesquisador e gestor do PMA, é demonstrar à classe produtora, com trabalhos de pesquisa de longa duração, os benefícios e as limitações dos diversos sistemas possíveis de serem praticados.  “Avaliações contínuas de sistemas de produção é bom para o solo, para a planta e principalmente para o produtor, que pretende e deseja produzir maior quantidade de alimentos por tempo infinito”, destaca.

Conforme o pesquisador, o estudo, que está sendo conduzido desde a safra 2008/09 com sistemas de produção distintos, envolvendo distribuição ordenada de diferentes culturas (soja, algodão, milho, braquiária, milheto, crotalária), mostra a influência de cada sistema sobre a produtividade, o solo e renda da produção. As diferentes sequências de plantios já apresentaram nestes anos de pesquisa importantes resultados.

“Embora ainda seja cedo para fazermos conclusões agronômicas, porque nosso trabalho é a longo prazo, podemos observar que a cada ciclo a terra nos fala algo. Ouvir a terra faz diferença para quem quer continuar produzindo com rentabilidade e sustentabilidade. Além de pensar em adubação, deve-se pensar na influência do manejo sobre a eficiência do aproveitamento de nutrientes presentes no solo, e principalmente quanto a qualidade física e biológica do solo. Um exemplo real e direto ao bolso do produtor quanto a biologia do solo, é a perda de produtividade ocasionada pelos nematoides“, explica Zancanaro.

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Estes assuntos foram abordados por pesquisadores do PMA durante visita feita por 16 pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no campo experimental com sistemas de produção em Itiquira/MT realizada na semana passada. Na ocasião, eles conheceram os trabalhos, ouviram sobre a metodologia da pesquisa, a condução do estudo e alguns resultados coletados nestes quatro ciclos de investigação.

“A Fundação MT está de parabéns por desenvolver este trabalho. Ganha a Fundação MT, ganha a Embrapa e em especial o produtor rural”, avaliou Fernando Mendes Lamas, chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste. “Realizar uma pesquisa a longo prazo faz toda diferença para o futuro da agricultura no Brasil. Os resultados serão pontuais, conseguirão atender a demanda da atividade agrícola”, disse Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, pesquisador da Embrapa Algodão – Núcleo Cerrado Goiás.

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Para a pesquisadora Denise Baptaglin Montagner, da Embrapa Gado de Corte, o sistema de produção é muito amplo e pode apresentar várias possibilidades para os agricultores e pecuaristas. “As informações geradas aqui poderão ser úteis para a lavoura e pecuária de todo o Brasil”.

 

 

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