O carrossel do Playcenter, um dos brinquedos “família” que devem continuar no parque; fechamento ocorre em 29 de julho (Foto: Arquivo/Playcenter)

O parque que vai substituir o Playcenter, na Zona Oeste de São Paulo, terá metade da capacidade do atual e será voltado para a família. Segundo o empresário Marcelo Gutglas, dono do empreendimento, o novo parque não terá os tradicionais brinquedos radicais, como a montanha-russa Looping Star e o elevador Turbo Drop. Essas atrações serão desativadas após este domingo (29), dia em que Playcenter encerra suas atividades, após 39 anos de funcionamento.

“O novo conceito do parque é o de atrações inéditas, voltadas para público infanto-juvenil, sempre interagindo com os pais”, disse o empresário, em entrevista exclusiva ao G1. Gutglas nega que haja crise e diz que a decisão pela mudança baseia-se em pesquisas de mercado que indicam haver falta de opções para o público familiar se divertir. “Muitos parques no mundo, incluindo a Legoland e o Nickelodeon, já oferecem atrações para esse perfil.”

Para conseguir atender bem este público, o novo parque terá uma capacidade limitada. O empreendimento receberá não mais que 4,5 mil frequentadores por dia, a metade da média de visitantes diários do Playcenter. A inauguração está prevista para julho de 2013, segundo a administração do parque.

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Valores
O empresário prevê investimento de R$ 40 milhões no novo parque, que ainda não tem nome. No valor estão incluídos os custos de projeto, as obras de infraestrutura, a aquisição de novos equipamentos, o lançamento e o startup do novo parque, previsto para ser inaugurado no ano que vem.

O novo parque será instalado no mesmo espaço ocupado atualmente pelo Playcenter, próximo da Marginal Tietê, na Barra Funda. A área que ele ocupará, porém, ainda não foi definida, e a venda de parte do terreno não está fora de cogitação.

Questionado sobre quais atrações estarão presentes, Gutglas faz mistério e diz que está trabalhando na seleção delas. De concreto há apenas a confirmação que, a exemplo do que ocorreu com a montanha-russa Boomerang em abril, brinquedos radicais, como o Tsunami, após desmontados e vendidos para empresas do ramo, tanto brasileiras quanto internaiconais.

O dono do Playcenter afasta boatos sobre uma parceria com Maurício de Sousa, para que o novo parque tenha a Turma da Mônica como tema. “Ficaríamos muito honrados em ter os personagens dele no parque. Mas, no momento, não há nenhum acordo neste sentido.”

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História

Na entrevista, Gutglas lembrou, com carinho, do início do Playcenter, nos idos dos anos 1970. Tudo começou com máquinas de fliperama. “A convite de um fornecedor, viajei para Nápoles [na Itália], onde ele me apresentou um operador que também tinha um parque de diversões, o Edenlândia. O empresário italiano me convenceu a importar alguns equipamentos para experimentar esse setor.”

O embrião do parque surgiu em frente ao Ginásio do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, onde foram instalados uma montanha-russa e outros brinquedos. Lá também havia um tobogã muito popular, cujo nome era Playcenter. “Com o sucesso desse pequeno parque, decidimos comprar o Tobogã e preservar o nome Playcenter.” Após análise, os fliperamas foram vendidos e, com o dinheiro adquirido, o parque na Barra Funda foi construído.

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O dono relembra momentos que ele considera “inesquecíveis” no Playcenter e revela alguns segredos. “Além do King Kong [o parque sediou a estreia do filme, em 1979], houve os shows das baleias Orca e dos golfipinhos. As duas baleias foram importadas da Islândia e vieram de avião ao Brasil”, recorda-se. O instante mais memorável do parque, diz Gutglas, foi a visita do cantor Michael Jackson, em 1993.

Boatos
O dono do Playcenter afasta boatos sobre uma parceria com Maurício de Sousa, para que o novo parque tenha a Turma da Mônica como tema. “Ficaríamos muito honrados em ter os personagens dele no parque. Mas, no momento, não há nenhum acordo neste sentido.”

Para Gutglas, o Playcenter não atravessa período de crise ou de prejuízo financeiro. “Nos últimos anos, mantemos a média de 1,5 milhão de visitantes por ano”, afirma, ao ser questionado sobre o assunto. Ele avalia que a intenção de mudar de foco é oferecer “algo novo e premium” para o público familiar da capital paulista.

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