* Guilherme Filho

Estamos vivendo o início de mais uma rodada de campanhas eleitorais. Campanha é tudo igual, certo? Errado! É claro que na visão daquele eleitor menos atento, tudo que se produz e que se publica sobre eleição é balela. Do discurso do candidato ao jingle mais criativo, ele nunca percebe alguma novidade. E olha que algumas coisas não mudam mesmo. Por exemplo, aquela entrevista da autoridade eleitoral: “Esse ano não vamos admitir abuso”. Ou o candidato que está iniciando os trabalhos dizendo a todos que vai fazer “uma campanha propositiva”. Isso mesmo, até os termos utilizados são repetitivos. Mas felizmente não é só dessas mesmices que vivem as nossas campanhas. Nesse pleito estamos presenciando uma mudança prá lá de positiva em relação ao marketing que será adotado pelos candidatos.

Percebemos isso já pela escolha dos profissionais da comunicação. Dentre as principais campanhas e candidatos mais importantes no Estado, apenas Mauro Mendes (Cuiabá)  e Ananias Filho (Rondonópolis) foram buscar marqueteiros em outros estados. Os demais estão aproveitando os valores locais, contrariando a tese de que, para se fazer uma boa campanha eleitoral, os profissionais de comunicação devem ser importados dos grandes centros. Aliás, isso é filme repetido na história das nossas campanhas. Cenas do tipo: figurão contratado a peso de ouro que é apresentado à equipe como “o cara”, o suprassumo da estratégia eleitoral.

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O fim disso é quase sempre o mesmo.  O sujeito esnoba, se comporta como verdadeiro “professor de Deus”. Depois pega uma grana preta e vai embora gozando com nossa cara. Isso é puro desprestígio e desrespeito aos bons profissionais que temos aqui e que não são poucos.

Candidato com forte potencial de vitória como o deputado Percival Muniz, de Rondonópolis, confiou suas estratégias de campanha a um profissional de Mato Grosso. Sinop também tem marqueteiro regional no comando da campanha de Dilceu Dalbosco. Além de JC Patrício e Kleber Lima que já estão atuando, respectivamente, nestes dois municípios, temos ainda outros profissionais Made in Mato Grosso no comando de importantes campanhas como as dos prefeitáveis Lúdio Cabral, Guilherme Maluf e Carlos Brito, os três de Cuiabá, e Wallace Guimarães, Lucimar Campos e Tião Zaeli, em Várzea Grande. Sem falar de outras campanhas de importantes cidades no interior do Estado, todas com  equipes 100% formadas  por profissionais locais.

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Jornalistas e marqueteiros mato-grossenses ou os que para cá vieram há décadas e se consolidaram como profissionais polivalentes na comunicação, como Mário Marques, JC Patrício, Kleber Lima, Antero Paes de Barros, Osmar Carvalho, Paulo Leite e Geraldo Gonçalves se somam hoje a outros grandes nomes como Mauro Cid, Enock Cavalcante, Onofre Ribeiro, Brasa, Elton Rivas, Tinho Costa Marques,  Lúcio Sorge, João Negrão, Fábio Monteiro, Pedro Pinto, Antônio de Souza, Mauro Camargo,  Luiz Acosta, Eduardo Ricci,  Marcos Coutinho e Marcos Lemos. É um time respeitável de comunicadores com história no cotidiano da política. Conhecem como ninguém os políticos e os bastidores do poder local. Produzem conteúdos e elaboraram estratégias como nenhum outro profissional que reside em outra região, por mais competente que seja.

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Felizmente essa realidade parece estar sendo assumida pela maioria dos nossos políticos. Esse fato isoladamente já difere esse pleito de outros passados. Ou seja: as campanhas eleitorais são diferentes, sim senhor! A internet está aí para provar isso com muita clareza. Em 2012 ela será a segunda mais importante estratégia midiática, estreando uma modalidade mais eletrônica em todas as campanhas eleitorais no país.

Resta torcermos para que, a partir de 2014, as campanhas eleitorais em Mato Grosso tenham a nossa cara. Que elas valorizem as competências locais. Isso é fazer justiça.  E pega bem para os nossos políticos!

 

* Guilherme Filho é jornalista de Mato Grosso.

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