Foto: assessoria

Depois de atender a um convite da diretoria do Sindicato Rural e Comissão Organizadora da 40ª Exposul a direção da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro – ABCCP trouxe 20 animais da mais pura linhagem da raça para o primeiro julgamento racial da Exposição Agropecuária de Rondonópolis, sendo 07 (sete) fêmeas e 13 (treze), machos adultos acima de 36 meses.

Segundo o vice-presidente da ABCCP, engenheiro Paulo Moura (Fazenda Promissão), a Associação congrega 200 criadores da raça em todo o estado, e possui um banco de dados com registros de cerca de 12 mil animais certificados. A maioria dos criadores está sediada na região de Poconé, Cáceres, Corumbá e Cuiabá.

Conforme o criador, o Cavalo Pantaneiro é um animal rústico, dócil e obediente perfeitamente adaptado às condições climáticas do estado e região Pantaneira. “Esse animal ao longo de mais de 200 anos criados à larga nos rincões pantaneiros dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, desenvolveu aptidões surpreendentes: Ele é o único cavalo do mundo que consegue pastar em baixo d’água”, externa.

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Por possuir uma estrutura respiratória diferenciada: narinas mais abertas, garganta mais larga, e um pulmão grande comparado ao seu porte físico, de 1,40m a 1,48m de altura considerado padrão da raça, ele consegue trancar o fôlego e pastar o capim mesmo debaixo d’água nas pastagens alagadas.

Segundo Paulo Moura, o animal possui características e aptidões próprias da raça, como resistência, sentido e percepção sensoriais aguçados, além de uma visão periférica mais ampla que os demais equinos.

O cavalo pantaneiro possui uma força de arranque bastante diferenciada, com tração dianteira, o que faz com que apresente uma compleição peitoral bastante avantajada. O animal possui uma canela curta e perna longa, e a quartela elástica, o que proporciona um melhor molejo e uma maior maciez no andar (não provoca solavancos). Como característica da raça, o cavalo pantaneiro não marcha.

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Com a sua alta capacidade de arranque, ele passa perfeitamente do passo, ao trote e ao galope sem provocar solavancos ao cavaleiro. Por conta disso, a lida no campo fica mais suave e menos desgastante para o animal e o peão.

Na verdade, o cavalo Pantaneiro é considerado pelos criadores da raça como um animal multifuncional, podendo ser aproveitado na lida diária do campo, nas mais diversas condições climáticas, bem como, em esportes equestres, como provas de tambores, baliza e provas de laço comprido já que atende bem, e rápido, aos comandos do cavaleiro chegando rápido junto ao boi. O cavalo pantaneiro só não é recomendado para provas de salto.

Segundo Moura, a ABCCP, está montando um banco genético com amostras de DNA dos principais reprodutores da raça, para preservação da espécie e contraprovas em caso de necessidade de certificação racial.

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Os atuais criadores estão investindo em tecnologia genética, procurando apurar e melhorar a genética animal, através de montas/cruzas naturais à campo (livres), Cruzas controladas (assistidas), inseminação artificial e Transferência de Embriões (TE). Nos casos de cruza por TE, a exigência da ABCCP é que a égua receptora seja da raça e registrada.

Conforme o Paulo Moura, a partir de 2013, o cavalo pantaneiro vai estar em todas as exposições de Rondonópolis, com uma presença mais marcante, através de leilões da raça, julgamentos raciais e exposições na Exposul.

JULGAMENTO

Após o julgamento, sagrou-se como Grande Campeão o animal:

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