Corajoso sim, insensível ao perigo jamais. Apesar de viver encarando de frente rampas de até 20 metros, equivalentes a um prédio de nove andares, como a que foi montada no Sambódromo do Rio de Janeiro, para se sustentar, Bob Burnquist não esconde que sente medo cada vez que sobe no seu skate. Mas como todo craque, o brasileiro radicado nos Estados Unidos usa aquele friozinho na barriga que antecede os momentos decisivos para tirar um coelho da cartola. Neste domingo, não foi diferente. Com a vantagem de ser o último a se apresentar para um público de aproximadamente 25 mil pessoas, Bob Burnquist conseguiu um 85.33 numa manobra a quase 70km por hora para vencer pelo quarto ano consecutivo e manter seu reinado na MegaRampa.
– Não tenho palavras para definir essa vitória. Nas é fácil competir aqui, todo ano tenho que trazer manobra novas. Os caras estão andando muito bem. São coisas aterrorizantes para se fazer numa MegaRampa e estar em primeiro lugar na minha cidade é demais. Conquistei muitas coisas e sou uma pessoa realizada, mas vencer no Rio de Janeiro é uma sensação diferente. Posso morrer feliz – comemorou o tetracampeão.
Aos 15 anos, Mitchie Brusco confirmou a fama de novo fenômeno do skate mundial e chegou em segundo lugar com uma nota de 66.99. Apesar da derrota para Bob como no ano passado, o adolescente americano deixou a rivalidade de lado para tietar o ídolo.
– O Bob é maravilhoso. Eu não consigo entender como ele consegue realizar todas essas manobras. Não estava no meu melhor dia hoje e não consegui executar as manobras mais complexas, como os 900, mas me diverti muito e esse era meu objetivo – afirmou o jovem de Washington, que prometeu aprimorar seu português. – Eu já faço algumas aulas na minha escola e espero voltar para o Rio de Janeiro o mais rápido possível. Adoro essa cidade.
A outra revelação da modalidade, Jagger Eaton, de apenas 11 anos, também fez bonito e terminou na quarta colocação, com 57.33. Entre os prodígios americanos, chegou o australiano Jake Brown, protagonista de uma das piores quedas da história da Megarampa, em 2007, apenas dois pontos atrás de Brusco. Em quarto, chegou Elliot Sloan, que marcou 51.99, seguido de Lincolm Ueda, que chegou em último sem conseguir completar nenhuma volta.

Leia também:  Título da Champions pode fazer CR7 alcançar Messi
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.