Pesquisadores japoneses encontraram sinais de mutação em borboletas, sinalizando um dos primeiros indícios de que o ecossistema local sofreu mudanças após o acidente nuclear em Fukushima.

Joji Otaki, que liderou a pesquisa, recentemente publicada no Scientific Reports, coletou quase 400 espécimes de uma borboleta muito comum no Japão.

Nos resultados iniciais, 12% das borboletas mostraram sinais de anormalidades, como problemas em suas antenas, asas de menor porte, mudança nos padrões de cor e olhos recuados. Amostras coletadas seis meses depois foram ainda mais alarmantes: as mutações foram encontradas em 52% dos animais.
O pesquisador disse à NBC que está preocupado com os resultados do estudo.

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— Desde que vi esses efeitos nas borboletas, é fácil imaginar que [o desastre] tenha afetado outras espécies também. É bastante claro que algo está errado com o ecossistema.

Otaki, no entanto, ressalta que as espécies apresentam diferente sensibilidade em relação à radiação e não é possível prever que o mesmo efeito ocorra nos seres humanos.
O desastre de Fukushima ocorreu após um terremoto de 9,0 graus de magnitude, em 11 de março de 2011, que gerou um tsunami que destruiu o sistema de refrigeração da usina. Três reatores sofreram colapso e liberaram radiação no meio ambiente.

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