Deputados federais e senadores da bancada mato-grossense se comprometeram, na tarde de ontem, em lutar pela reabertura das negociações entre o Governo Federal e os professores da Universidade Federal de Mato Grosso que estão em greve há 103 dias. Os docentes cobraram dos parlamentares que usem tribunas do Congresso Nacional para exigir que o Governo volte à mesa de negociação com a categoria.

De acordo com a assessoria, todos os presentes assinaram um abaixo-assinado reconhecendo a justeza da luta dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFES), que lutam nesse momento pela reestruturação da carreira e condições de trabalho. Os parlamentares ficaram de solicitar à cúpula do Governo Federal que aprecie a contraproposta feita pela categoria, protocolada junto ao Ministério da Educação (MEC), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e Presidência da República.

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“Já são 103 dias de greve e quem vai ter prejuízo com isso são os alunos, os professores e a sociedade. E o único responsável por isso é o Governo Federal. Se tivesse cumprido as promessas do ano passado, não teria tido nem greve. Agora fizemos uma contraproposta, mas o Governo não quer negociar”, disse Maurélio Menezes, representante do Comando Local de Greve.

O professor Tomas Boaventura destacou que a UFMT é na realidade um patrimônio do Estado. “Que vocês então assumam a responsabilidade de intermediar junto ao Governo Federal que nos parece de uma irresponsabilidade muito grande ao não assentar para dialogar com os professores”.

Participaram da reunião o senador Cidinho Santos (PR) e os deputados federais, Valtenir Pereira (PSB), Vitório Galli (PMDB) e Wellington Fagundes (PR).

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