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Nos últimos dias a população de Rondonópolis tem sentido as consequências da baixa umidade do ar, a falta de chuva vem causando impacto em todos os setores, desde a saúde pública onde o número de atendimentos relativos a doenças do aparelho respiratório aumenta consideravelmente e até em setores como o de saneamento, pois a escassez de chuva faz com que o nível dos rios baixe e com isso a captação de água bruta é totalmente afetada.

Hoje, com o período de estiagem, o nível de água do Rio Vermelho chegou ao ponto crítico de 1,5 metros. De acordo com Edvaldo Ferreira, Engenheiro do SANEAR, o nível ideal do rio para que seja feita captação normal é no mínimo de 2 metros, sendo que, em tempos de cheia pode alcançar até 10 metros.

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Diante desta situação surge um problema técnico chamado “vórtice” na lâmina de água, ocasionando a sucção excessiva de ar, comprometendo o bombeamento de água, o que nos dá uma ideia das dificuldades enfrentadas para realizar a captação de forma satisfatória.

A equipe técnica do SANEAR tem trabalhado de forma contínua para ajustar os equipamentos da estação de captação de água bruta para trabalhar com o nível de água encontrada hoje no Rio Vermelho, que corresponde a 55 % do abastecimento da cidade.

Com a dificuldade de captar a água bruta, a produção de água tratada também recebe o impacto da estiagem, pois o volume recebido na estação de tratamento, que antes estava em torno de 400 litros por segundo, hoje está com 300 litros por segundo, caracterizando uma perda de 100 litros por segundo, correspondente a 360m³/hora.

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Além da captação superficial a cidade também tem como fonte de abastecimento 32 poços  artesianos, que correspondem a 45 % do abastecimento, o volume de água produzido nesses poços também sofre redução em razão da estiagem, isso faz com que as equipes do SANEAR, realizem um monitoramento constante nos equipamentos e até mesmo intercalem o funcionamento dos mesmos, gerando intermitência no abastecimento em diversos setores, entre eles: a grande região da Santa Cruz, Região do Jardim Primavera, parte alta do Buriti e Nossa Senhora do Amparo.

É preciso estar atento a esse período sem chuvas, e lembrar que o sistema de abastecimento de água sofre perda considerável na distribuição final ao consumidor, sendo muito importante que, a população esteja atenta ao uso racional da água, evitando o desperdício, para que não seja necessário no futuro o racionamento emergencial no abastecimento de água.

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