Natália Falavigna sente o tornozelo direito durante o combate com In Jong Lee (Foto: AFP)

Tudo que podia dar errado para a brasileira Natália Falavigna neste sábado, na estreia pelas Olimpíadas de Londres 2012, deu. Ponto para a adversária após parada do árbitro, protesto rejeitado, lesão na perna direita, golpe na cabeça… No final, a atleta paranaense foi derrotada pela sul-coreana In Jong Lee por 13 a 9 e deu adeus ao sonho da medalha de ouro na categoria acima de 67kg no taekwondo. Agora, ela torce para que Lee avance até a final para ganhar chance de disputar a repescagem pela medalha de bronze. Nas quartas de final, a sul-coreana encontra a primeira cabeça de chave do torneio, a francesa Anne-Caroline Graffe, atual campeã mundial acima de 73kg, que bateu Natalya Mamatova, do Uzbequistão, por 17 a 9. O duelo acontece às 11h (horário de Brasília).

Lee começou atacando com a esquerda, e a brasileira logo trocou de base para defender essa perna. Falavigna obteve o primeiro ponto com um chute certeiro, e Lee contra-atacou com um golpe na cabeça. A luta havia sido paralisada pelo árbitro antes e o golpe não foi imediatamente pontuado. O treinador sul-coreano, porém, pediu a revisão em vídeo e os árbitros consignaram três pontos. O técnico brasileiro também protestou, mas não teve sucesso. Falavigna admitiu que o lance influenciou no resultado final, mas não pôs muito peso nisso.

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– Influenciou, mas acontece erro para todo lado. Claro que se estivesse 1 a 0 para mim, eu teria saído no começo com o resultado. Eu achei que tivesse sido depois do kaliô (comando para que os atletas se afastem), tanto que eu parei. Eu fiz o golpe e parei o movimento. Descansei o braço e estava quase me afastando. Mas acontece. O pessoal da minha equipe também achou que tinha sido depois. Eu pedi a escolha e acabei perdendo. Aí acontecem outros toques e a gente não tem como contestar. – lamentou a lutadora do Fluminense.

Falavigna não se abalou. Pontuou com um chute no colete e sentiu o pé direito, tombando ao tatame brevemente. Depois, acertou um chute rodado para conquistar mais dois pontos e terminar o primeiro período à frente por 4 a 3.

– Foi um golpe que trocamos que eu caí em cima do tornozelo, não sei ainda o que foi, vou ver ainda. Eu gosto de desafio e de chave boa. O movimento ali no pé me prejudicou e, contra coreano, você se prejudica se não tiver movimento e recurso. Vocês podem perceber que eu caí bastante, coisa que eu não gosto de fazer, mas é porque eu estava evitando colocar o pé no chão e cair com a carga nele já que eu não estava conseguindo ficar em pé – contou a paranaense.

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Falavigna, todavia, começou o segundo período mal. Aparentemente sentindo a perna direita, a brasileira recebeu seu segundo kyongo (punição de meio-ponto), somando um ponto para a rival, por evitar o combate, e em seguida, levou um belíssimo chute rodado na cabeça que virou o placar novamente a favor da sul-coreana. Lee ainda acertou um golpe no colete e outro no rosto para fazer 12 a 4.

Mesmo após admitir que não tinha força na perna direita no tempo entre períodos, Falavigna não desistiu. No primeiro minuto, a brasileira conseguiu três pontos, um por acúmulo de kyongos e dois por acertos no colete. Ela ainda fez mais dois pontos com chutes no corpo e diminuiu para 12 a 9, mas Lee ainda conseguiu um ponto no fim para assegurar a vitória.

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– Faltou movimentação. Infelizmente, eu não consegui fazer. Acabei sentindo no primeiro round. Acho que eu torci o pé. Não vi a imagem, não tive tempo, mas vou dar uma olhada para ver o que foi e tratar com fisio. Agora é ficar torcendo. Às vezes acontece. Infelizmente, meu corpo chegou um pouquinho mais estourado por causa das lesões e da pressa que eu tive para fazer esse ciclo olímpico. Mas não é desculpa de nada, não. Tinha que ter sido inteligente, tinha que ter virado o combate, mas, sem movimentação e com uma atleta que tem muito recurso e é rápida assim, dificulta um pouco. Eu fiquei muito vulnerável a chute no rosto, muito vulnerável – admitiu a lutadora medalhista de bronze em Pequim 2008.

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