Foto: AgoraMT

Muita soja guaxa (ou tiguera, aquela que nasce de grãos perdidos na colheita anterior) com inóculo do fungo causador da principal doença da sojicultora foi detectada em várias regiões produtoras do grão em Mato Grosso.  Descuido por parte de alguns produtores e o clima contribuíram para que a as plantas guaxas se desenvolvessem nos entornos das fazendas e às margens das rodovias. Este cenário é, de acordo com Fabiano Siqueri, pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, muito preocupante.

“Foram muitos os esporos da ferrugem detectados em todo o estado. Sendo assim, todo o cuidado com a ferrugem na próxima safra será pouco. Produtor que não quer ter novamente prejuízos por causa deste terrível inimigo da lavoura, não pode subestimar a ameaça da doença na próxima safra. Além disso, o clima indica fortemente que a ferrugem pode chegar mais cedo e mais virulenta”, destaca o pesquisador.

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O alerta de Siqueri é para toda a classe produtora do estado, mas principalmente para as regiões de Dom Aquino, Campo Verde, Primavera do Leste e o sul de Nova Mutum, onde foi encontrado o maior número de plantas contaminadas pela ferrugem segundo a avaliação da Comissão de Defesa Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA), em Mato Grosso, coordenada pelo agrônomo Wanderlei Dias Guerra.

O relatório da comissão aponta que tudo indica que a viabilidade da ferrugem se estenderá por período ainda maior na folha seca, com a possibilidade real de haver ocorrência precoce da doença nas lavouras de soja no próximo plantio que se inicia dia 15 de setembro.

“Este é um importante fato que deve servir de alerta para ações imediatas visando a eliminação das plantas guaxas e, também aos produtores, pois a ferrugem certamente será mais grave nesta safra”, afirma Guerra.

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Siqueri explica que o fungo, Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem da soja, dissemina-se facilmente pelo vento e em condições climáticas favoráveis, compromete seriamente a produtividade de soja pelo desfolhamento. “Ferrugem é extremamente dependente do clima na entressafra”.

Monitoramento local e regional, aplicação com produtos eficientes e na hora exata são as principais ferramentas que produtor e equipe devem fazer para controlar a ferrugem. No Fundação MT em Campo: É Hora de Plantar, que está acontecendo desde segunda nas principais regiões produtoras de soja em Mato Grosso, Siqueri reforça a importância do manejo adequado das doenças com destaque para ferrugem. “Qualquer doença causa onera a renda do produtor. Não adianta, tem que cuidar, com a ferrugem, então, não se brinca. Precisamos produzir grão, produzir soja e a doença pode afetar muito o peso da produção”.

A primeira etapa do Fundação MT em Campo: É Hora de Plantar encerra hoje (31) de noite na cidade de Sapezal/MT. Nesta fase, 10 regiões de Mato Grosso foram contempladas com a difusão tecnológica para a sojicultura. A segunda etapa do ciclo de palestras ocorrerá de 10 a 14 de setembro em 06 munícipios de Mato Grosso e dois de Goiás.

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Abaixo o roteiro das cidades da II etapa do Fundação MT em Campo: É Hora de Plantar:

         
Querência

10/set

Segunda

18h00 – 22h30

Câmara Municipal
Canarana

11/set

Terça

7h30 – 12h

Sindicato Rural
Rio Verde – GO

11/set

Terça

18h00 – 22h30

Câmara Municipal
Mineiros

12/set

Quarta

7h30 – 12h

Auditório Frank Green
Alto Garças

12/set

Quarta

18h00 – 22h30

Sementes Arco Iris
Rondonópolis

13/set

Quinta

7h30 – 12h

Centro de Eventos Ypê
Primavera do Leste

13/set

Quinta

18h00 – 22h30

AEAPL
Campo Verde

14/set

Sexta

7h30 – 12h

ACICAVE

 

 

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