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Paulo Coelho sentiu uma estranha sensação, há 23 anos, quando peregrinava pelos Pirineus, na Europa. No bolso ele só tinha cinco moedas de um franco, mesmo assim preferiu gastar tudo e ligar para sua mulher e perguntar o que estava acontecendo. Do outro da linha, Christina Oiticica disse apenas: “Raul morreu”.

A inédita declaração de Paulo Coelho está incluída nos extras do DVD especial do documentário Raul – O Início, o Fim e o Meio, que é lançado hoje (21), quando completa-se 23 anos da morte do ícone do rock nacional. Apesar de bastante completo, muitas entrevistas importantes ficaram de fora do filme exibido nos cinemas.

“Nos extras do DVD estão situações que poderiam estar no filme, mas que tivemos que tirar para não ficar muito longo”, explica o diretor Walter Carvalho.

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O documentário já foi visto nos cinemas por mais de 170 mil pessoas e chega às lojas em três formatos: DVD simples, DVD duplo e uma edição especial de colecionador, que inclui um CD com a trilha sonora do longa em gravações originais, além de reproduções de imagens históricas como a carteirinha do fã clube Elvis Rock Club, do qual Raul, quando criança, foi integrante, na Bahia.

Além de Paulo Coelho, o filme traz ainda depoimentos de Nelson Motta, Tom Zé, Pedro Bial, Caetano Veloso, Marcelo Nova, Plínio Seixas (irmão de Raul) e outros amigos da adolescência. Além, é claro, de depoimentos dos integrantes da Sociedade Alternativa e seguidores de Aleister Crowley, do qual Raul era ligado. “Muitas coisas sobre Raul já estão disponíveis na internet. O desafio foi trazer coisas novas”, explica Walter Carvalho.

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Uma delas é a declaração de Roberto Menescal sobre o suposto encontro de Raul com John Lennon em Nova York. “Nunca ocorreu. Foi tudo inventado”, diz ele no documentário. Declarações sobre uso de drogas e outras loucuras que Raul fez na sua vida também foram incluídas. “Quando soube de sua morte, sabia que ele se transformaria nesse mito. Mas não poderia imaginar que mais de 20 anos depois ainda estaríamos falando dele”, lembra Paulo Coelho.

As declarações de Jerry Adriani, que pouco apareceram no documentário, também estão nos extras. Numa delas, Adriani relembra como Raul entrou de penetra em seu casamento dizendo que era o padre. O padre verdadeiro, por sua vez, foi barrado. Confusão desfeita, ele convidou Raul para ser coroinha do casamento de Jerry.

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No Brasil, Raul é um dos artistas mortos que mais vendem discos, com cerca de 300 mil unidades por ano. Este lançamento em DVD chega para somar ao já vasto conteúdo disponível na internet e nas lojas. E o melhor, com informações e imagens inéditas.

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