Foto: assessoria

O deputado Percival Muniz (PPS) sugeriu na sessão matutina desta quarta-feira, dia 8, que o governo do Estado aproveite a decisão  judicial que ‘barrou’  o início das obras de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá. “Ao invés de ficar questionando a decisão do Juiz, aproveita para se fazer desse limão uma limonada, esclarecendo para a sociedade cuiabana e mato-grossense de uma vez por todas que está tudo certo com as obras de implantação do VLT na capital, que não há irregularidade”.

Ele lembrou que no início das discussões sobre a escolha do modal de transporte público o primeiro valor apresentado pelos técnicos, visando a implantação do VLT era de R$ 600 milhões, mas assim que ficou definido  foi  se “encorpando” até chegar ao atual de R$ 1,4 bi, ou seja, uma diferença de R$ 800 milhões.
“Daqui a pouco estaremos condenando o juiz. Ele deve ter seus motivos e deve saber o que está fazendo. O que é lei deve ser cumprido. Agora nada melhor do que o Poder Judiciário para dar o direito à ampla defesa e o governo terá o direito ao contraditório”.

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Outro ponto alertado pelo socialista é com relação à capacidade de endividamento do estado que já contraiu cerca de R$ 5 bilhões em empréstimo nos últimos anos com compras de maquinários, o programa Mato Grosso 100% Equipado e ainda o VLT, orçado em R$ 1,4 bilhão. “São empréstimos que irão onerar as contas do Estado”, disse, destacando, ainda, todos empréstimos terão de ser pagos com juros e correção monetária, o que deve aumentar ainda mais o valor.

Muniz defendeu a transparência do processo e caso o governo tenha as repostas para todos os argumentos do Ministério Público deve vir a público esclarecer à sociedade. Percival, no entanto, disse não ser contra o VLT, mas defende que haja transparência e que se explique a diferença de R$ 800 milhões no valor da obra do modal.

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“Este valor não é pequeno, com ele poderia se construir cinco hospitais regionais, mais cinco UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e amenizar o sofrimento da população”, defendeu.

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