Foto: Tita Mata Teixeira / G1

Professores, estudantes e técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Federal de Educação (IFMT) se reuniram na manhã desta quarta-feira (8) em frente às obras Arena Pantanal em Cuiabá durante um protesto. O movimento é parte de uma manifestação nacional e segundo os representantes do Comando Local Unificado da greve, a manifestação utiliza como referência as obras do mundial de futebol para simbolizar a contradição entre o dinheiro investido para a realização dos jogos no Brasil e o dinheiro gasto com educação.

Além das faixas e cartazes, os manifestantes entregaram panfletos explicando as reivindicações dos grevistas. O coral e a banda do IFMT também participaram da manifestação. Nesta terça-feira (7), professores e servidores da UFMT se reuniram em assembleia na sede da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) e decidiram continuar a greve, que já dura 84 dias.

Leia também:  Mais 20 médicos cubanos chegam em MT para atuar em 13 municípios

Segundo Cristiane Regina Fonseca, representante do comando de greve do IFMT, a mobilização tem como objetivo sensibilizar o governo federal sobre a necessidade de maiores investimentos na educação pública, principalmente na carreira docente. “Se existe recurso para investimento nas grandes obras da Copa, tem que haver para a educação”, ressaltou Fonseca.

Representando o Comando de greve dos técnicos da UFMT, Robson Andrade afirmou que o alcance da greve representa a insatisfação dos servidores que reivindicam aumento salarial, já que a negociação proposta pelo Governo Federal não contempla as variações dos índices de inflação.”O acordo proposto prevê o aumento salarial parcelado em três anos, o que representa 5% ao ano, abaixo no nível de inflação”, explicou o técnico.

Leia também:  Novo posto do Sine amplia serviços aos trabalhadores no interior

Assim como os servidores, vários estudantes estiveram presentes demonstrando apoio ao movimento grevista. Edzar Allen, estudante de Ciências Sociais da UFMT, afirmou que a greve é uma das consequências da falta de atenção à educação pública do país. “Eu apoio o movimento de forma crítica, pois convivemos diariamente com a falta de recursos, onde aumenta-se as vagas mas não a qualidade do ensino. Queremos ser preparados não só para o mercado de trabalho, mas para vida”, afirmou o estudante.

O governo federal ofereceu a segunda proposta de reajuste nos salários com objetivo de suspender a greve da categoria que já dura quase dois meses deixando 19.385 acadêmicos sem aula no estado.

Leia também:  Secretaria de Saúde apresenta balanço das políticas de saúde para as mulheres

Pela nova proposta apresentada, o reajuste mínimo passaria de 12% para 25% o máximo, para professores com titulação maior e em dedicação exclusiva, permaneceria em 40%, além dos 4% concedidos pelo governo numa medida provisória.

O aumento seria dado já a partir de março de 2013, e não mais no segundo semestre do ano que vem. O custo total, para os próximos três anos, seria de R$ 4,2 bilhões, em vez de R$ 3,9 bilhões, como previsto na proposta anterior, rejeitada pelos professores.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.