Dani Lins durante um treino em Londres: confiança do treinador para se firmar (Foto: Agência Reuters)

Desde que Fofão pediu as contas após os Jogos de Pequim, a posição de levantadora virou tema de discórdia na seleção feminina de vôlei. José Roberto Guimarães tentou convencê-la a ficar até Londres, mas não conseguiu. Abriu um vestibular na rede e testou nomes como Ana Tiemi, Fabíola e Fernandinha, que cresceu no Grand Prix e acabou chegando às Olimpíadas como titular. Quando o Brasil precisou encontrar forças para reagir no meio da competição, no entanto, ressurgiu um nome conhecido da torcida. Aos 27 anos, Dani Lins chamou a responsabilidade e ganhou o respeito do grupo. Na final deste sábado, contra os Estados Unidos, estará nas mãos da pernambucana a missão de encontrar as atacantes brasileiras para superar o favoritismo das americanas.

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– Contra o Japão, na semifinal, ela fez um jogo taticamente perfeito. Só teve um momentinho ruim no primeiro set, mas encontrou as atacantes e teve tranquilidade absoluta. Errou pouquíssimo e fez um jogo fantástico – elogiou Zé Roberto.

O Brasil volta à quadra neste sábado, às 14h30m (de Brasília), para enfrentar os EUA no jogo que vale o bicampeonato olímpico. Para as americanas, vale a revanche de Pequim, quando a seleção de Zé Roberto venceu e conquistou o ouro pela primeira vez.

A Dani está num momento incrível, a equipe toda confia nela. Ela está muito tranquila, ouvindo muito o Zé Roberto. Isso facilita o nosso trabalho”

Ainda criança no Recife, Dani Lins preferia a natação, mas foi o vôlei que lhe deu a bolsa de estudos integral, e aos poucos o esporte foi ganhando espaço em sua vida. Do Sport foi para Osasco, onde passou seis anos, e de lá para substituir Fernanda Venturini no Rio de Janeiro. Hoje no Sesi-SP, a levantadora estava em alta no início do ciclo olímpico, quando substituiu Fofão como capitã da seleção.

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Zé Roberto foi fazendo testes com Ana Tiemi, Fabíola e Fernandinha. Acabou optando pela última, mas Dani, eleita melhor levantadora do Grand Prix 2011, conseguiu ficar entre as 12 de Londres. Começou no banco, mas ganhou espaço no elenco e chega à final como titular, contando com o apoio das atacantes.

– A Dani está num momento incrível, a equipe toda confia nela. Ela está muito tranquila, ouvindo muito o Zé. Isso facilita o nosso trabalho – elogia a capitã Fabiana, uma das beneficiadas com os levantamentos.

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