Foto: Proifes

A greve das universidades federais, iniciada há mais de dois meses, sofreu um quebra ontem. A Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais), entidade que representa 6 das 57 instituições paralisadas, aceitou a proposta do governo e assina, nesta quinta-feira (2) um acordo para por fim ao movimento.

Eduardo Rolim, presidente da entidade, diz que a decisão ainda não é unanimidade entre as universidades filiadas. Por enquanto, apenas a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) decidiu acatar a proposta do governo, o que pode representar o fim da paralisação na instituição.

“O fim da greve vai depender de cada sindicato, depois que assembleias locais forem realizadas”.

Para justificar a decisão, o sindicato apresentou uma pesquisa feita pela internet, com cerca de cinco mil professores. O acordo foi anunciado após uma reunião de mais de duas horas entre representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação com integrantes de associações que participam do movimento grevista e arrancou protestos das demais entidades.

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Já o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), recusou, pela segunda vez, a investida do governo federal para retomar as atividades nas federais. Segundo Marinalva Oliveira, presidente do Andes, a paralisação continua.

“Esse acordo não tem representatividade. A greve vai continuar. Vamos ver quem tem mais força neste processo”.

Após a reunião de hoje, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, deu a etapa de negociação como encerrada. Ele afirmou que o governo deverá enviar ao Congresso, sem alterações, a proposta com novo plano de carreira para professores universitários apresentada semana passada ao movimento grevista.

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