Lourenço destaca que o tratamento no Estado é um dos melhores do país, contudo a doença está intimamente ligada a questões como falta de saneamento básico. Foto Varlei Cordova/AGORAMT

Dados do Ministério da Saúde apontam que Mato Grosso é possui a maior taxa de incidência de hanseníase no Brasil e Rondonópolis é o segundo município em registros da doença. Apesar de o Estado ser considerado hiperendêmico, que tem transmissão ativa da doença em níveis preocupantes, o índice tem apresentado queda.

O técnico do Programa de Combate a Hanseníase do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde, Lourenço Ribeiro da Cruz Neto, explicou que este ano já foram registrados 98 novos casos e 164 ocorrências no ano anterior. Atualmente o município possui cerca de 10 casos para cada 10 mil habitantes, quando o número aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é um para cada 10 mil habitantes, contudo os índices de casos de hanseníase em todo o país estão acima dos parâmetros estabelecidos pela OMS.

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Apesar de o município apresentar um alto índice, Lourenço observa que a doença em Rondonópolis tem mantido uma média linear nos últimos 11 anos enquanto a população tem aumentado significativamente, o que demonstra uma queda do ponto de vista epidemiológico. Em Mato Grosso o Ministério da Saúde registrou redução nos registros, em 2001 foram registrados 3.435 novos casos enquanto em 2010 o número caiu para 2.418 casos confirmados.

Lourenço destaca que o tratamento no Estado é um dos melhores do país, contudo a doença está intimamente ligada a questões como falta de saneamento básico.

O técnico defende que depois de infectada a pessoa pode levar até sete anos para apresentar as manchas na pele, o que garante trabalho de combate para mais 30 anos, pelo menos. Durante este ano o Departamento de Ações Programáticas realizou 12 mutirões de busca ativa de portadores da doença e oferece tratamento gratuito para as pessoas foram infectadas com a hanseníase.

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DOENÇA – A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, de evolução lenta, que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. Também é considerada uma doença sistêmica, pois compromete as articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos. A doença se manifesta principalmente por meio de manchas na pele e as deformidades e incapacidades físicas geram diversas consequências como diminuição da capacidade de trabalho causada pelas deformidades físicas, além da limitação da vida social e problemas psicológicos.

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