Ao todo 86 presos foram diagnosticados com tuberculose em 6 unidades prisionais de Mato Grosso, sendo que 60,5% dos casos estão concentrados na Penitenciária Central de Cuiabá (PCE), que possui 52 detentos doentes. O restante das ocorrências foi confirmado no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), Ana Maria do Couto May, e nas penitenciárias de Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. A informação foi repassada pela Gerência de Saúde do Sistema Prisional do Estado. Além dos detentos, outros 3 servidores da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) foram afastados das funções por também terem sido diagnosticados com tuberculose.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Prisionais do Estado, João Batista Pereira de Souza, o número de detentos pode ser ainda maior que o divulgado, já que nem todos os presos das penitenciárias e cadeias públicas foram alvos de exames médicos. Os casos já estão sendo diagnosticados fora do ambiente prisional, de acordo com o sindicalista. Segundo ele, nos últimos dias, familiares de detentos contaminados informaram que parentes próximos, esposas e até mesmo filhos dos deles já foram diagnosticados com a doença.

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Segundo o gerente de Saúde, Osano José Delgado, as ocorrências não são novidade. Ano passado, por exemplo, 98 homens e mulheres já haviam apresentado os sintomas da tuberculose. Delgado explica que o contágio dos reeducandos pode ter acontecido tanto no ambiente prisional, como também fora dele. “Familiares doentes, ao visitá-los, podem ter transmitido a doença, assim como também os próprios presos já podem ter chegado a unidade prisional infectados”. Em média 100 detentos ingressam na PCE a cada dia.

O médico Marcelo Sandrin explica que a tuberculose tem transmissão fácil, principalmente, em ambientes fechados e com aglomerado de pessoas. “A pessoa doente, ao espirrar, tossir ou até mesmo falar pode contaminar facilmente outras”. Causada pelo bacilo de Koch, a doença atinge, principalmente, os pulmões. Porém também pode prejudicar outros órgãos, como rins, meninge, pleura e gânglios. “Nas unidades prisionais, o que auxilia ainda mais na proliferação da tuberculose é a falta de higiene”.

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O profissional reforça que assim que os sintomas forem detectados, a pessoa necessita buscar ajuda médica. As principais características da tuberculose são: tosse contínua por mais de 10 dias, perda de peso, sudorese noturna, região peitoral apresentando chiados e estado febril. Sandrin informa que o diagnostico precoce da tuberculose facilita no tratamento e evita novas transmissões. Atualmente, o tratamento é feito por meio de 4 medicamentos. Após uma semana de tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença, porém o tratamento médico deve continuar sendo feito. O profissional explica ainda que a doença pode ser contraída outras vezes.

OUTRO LADO

A Sejudh, por meio da assessoria de imprensa, informou que os reeducandos já estão sendo tratados. Assim como os servidores do órgão.

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