O plenário do Senado Federal aprovou na tarde desta quarta-feira (29) o projeto de reestruturação da dívida pública de Mato Grosso com a União por meio de um empréstimo com o Bank of America/ Banco do Brasil no valor de U$479 milhões de dólares. Trata-se de uma operação de crédito inédita entre os Estados Brasileiros e a maior já realizada na história de Mato Grosso. A previsão é que em poucos dias seja assinado o contrato com o banco e o dinheiro esteja disponível já no mês de setembro.

De acordo com o governador Silval Barbosa, o dinheiro economizado com a renegociação da dívida do Estado será aplicado em investimentos de infraestrutura e programas sociais. “Conseguimos o empréstimo internacional graças a boa política fiscal de Mato Grosso nos últimos 10 anos. Agradeço o apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e aos senadores do Estado pelo apoio na construção deste projeto”, afirmou.

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De acordo com o secretário adjunto de gestão integrada e modernização institucional, Vivaldo Lopes, o empréstimo será utilizado para pagar parte da dívida de Mato Grosso com a União, que hoje está em R$ 4,6 bilhões. Os juros, que hoje são de 13,5 % ao ano, passarão para 5% em dólares americanos pelo mesmo período. Mato Grosso começa a pagar o empréstimo apenas em 2015 e a partir de então terá mais oito anos para quitar a dívida com o Bank of America.

A renegociação resulta em uma economia expressiva para Mato Grosso. Segundo Vivaldo, apenas em 2012 o Estado deixará de pagar para a União R$ 220 milhões e em 2013 a economia será de R$600 milhões. “Mato Grosso compromete hoje 15% da receita líquida para pagar a União, agora, apenas 9% será comprometida. Está é uma operação de crédito inédita no Brasil e a maior já realizada no Estado”.

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A elevação de Mato Grosso a grau de investimento por duas agências internacionais de classificação de risco em 2012 foi fundamental para a realização deste projeto de renegociação da dívida do Estado, pois reconheceu a capacidade da atual administração de honrar seus compromissos financeiros.

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