Com péssimas condições de trabalho, servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) encaminharam carta aberta ao Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso e à população mato-grossense nessa terça-feira, 21 de agosto. O Documento, assinado por 60 servidores, denuncia inúmeros problemas enfrentados pelos trabalhadores e será encaminhado pela CES ao governador do estado e ao Ministério Público, juntamente com a Ata da reunião, em sua integralidade.

São 32 pontos enumerados e outros destaques, demonstrando que a saúde dos profissionais está em risco e, consequentemente, usuários do serviço também são prejudicados.

Os servidores abordam problemas desde as questões administrativas – como os prejuízos causados pela não alteração da carga horária de 30h para 40h, diminuindo assim o número de plantões e diminuindo a eficiência do serviço -, até as condições de higiene e segurança dos ambientes de trabalho. “Ausência de controle de vetores, com presença de ratos, escorpiões e baratas, colocando em risco a saúde dos servidores e impactando indiretamente a saúde dos usuários”, consta no ponto 26 da carta.

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Para a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente, Alzita Ormond, esse é mais um caso de sucateamento das unidades de Saúde para implementação das Organizações Sociais (OSS). “A Saúde está abandonada, sem equipamentos, sem materiais, sem manutenção, os servidores estão completamente desvalorizados, e tudo isso serve para que haja o aceite da privatização, como se isto fosse melhorar alguma coisa”.

Segundo Ormond, a terceirização dos serviços, ou a parceria público privada são apenas nomes diferentes para a privatização do serviço. “Ora, as empresas vão ficar mais de 20 ou 30 anos gerindo um espaço que é público, com a estrutura pública, servidores públicos, chupando tudo o que pode dos recursos públicos, enxugando os serviços, e prejudicando os usuários, porque empresa privada só quer lucro!”

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Os servidores do SAMU também se colocam contra a gestão das unidades de saúde por meio de OSSs.

Entre os problemas ocasionados pelas péssimas condições de trabalho, os trabalhadores destacam o aumento de gastos públicos, ações judiciais pela inoperância do serviço e risco a saúde e vida dos pacientes.

“Se não há recursos financeiros para o gestor da SES gerir seu patrimônio público, onde ele arrumará verba para repassar às OSS’s?, E olha, não é pouco. Se há os recursos não seria mais óbvio aplicá-los na gestão da administração pública, no caso, do SAMU como em outras unidades finalísticas, resolvendo todos os entraves que lá existentem? Esta é uma questão que até o momento não foi respondida pelo gestor”, questiona Ormond.

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