Foto: SEDRAF MT

Servidores do Hemocentro e usuários do Sistema Único de Saúde fazem, nesta quarta-fera, 01 de agosto, um ato contra a privatização do MT Hemocentro. Depois de um abraço simbólico à sede da instituição, marcado para as 13h30, os manifestantes irão à reunião do Conselho Estadual de Saúde, que será realizada no Hotel Fazenda MT, levar suas reivindicações ao secretário de estado de Saúde, Vander Fernandes.

O ato tem a intenção de marcar a insatisfação dos servidores com o descaso demonstrado pelo governo ao serviço público. “Nós não conseguimos entender por que um governo que se diz sem dinheiro consegue pagar para uma empresa privada gerir uma unidade pública de saúde, e não consegue mantê-la com uma gestão pública”, questiona a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente (Sisma-MT), Alzita Ormond.

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Em carta aberta divulgada pelos servidores e pela Diretoria Executiva do Sisma/MT, eles afirmam que “a parceria com instituições privadas foi planejada e sustentada pelos gestores da Secretaria de Estado de Saúde, órgão que deveria ter a competência de nos fornecer os subsídios para realizarmos nossas tarefas diárias.” Além disso, denunciam que desde 2011, a instituição não recebe insumos como bolsas de sangue, tubos a vácuo, kits para realização de exames sorológicos, bem como durante algum tempo ficamos sem o recebimento até mesmo de materiais de higiene, como álcool, hipocloreto de sódio, luvas, papel toalha, degermante e papel higiênico.”

Na reunião com o Conselho, a diretora do MT- Hemocentro, Eliana Rabani, deve apresentar dados de como a entidade se encontra, de onde sairão os questionamentos dos conselheiros ao presidente do Conselho e gestor da Saúde do estado.

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Ainda durante a reunião, Alzita Ormond vai propor a revogação da Resolução 007/2011, que autoriza o estado a contratar Organizações Sociais (OSS) para gerir hospitais. “É isso que nós queremos, a revogação da Resolução das OSS’s. Essa foi uma decisão da 7ª Conferência Estadual de Saúde, realizada no ano passado, com representantes da sociedade civil organizada do estado”, explica.

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