Foto: oglobo

O diretor-geral do Google no Brasil, Fábio José Silva Coelho, deixou a sede da Polícia Federal em São Paulo na noite desta quarta-feira (26), informou a assessoria da empresa. Coelho foi detido à tarde, após a empresa negar o cumprimento de decisões judiciais que determinam a retirada de vídeos do YouTube que acusam Alcides Bernal (PP), um dos candidatos a prefeito de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, de ser suspeito de praticar crimes.

O diretor saiu do prédio situado no bairro da Lapa, Zona Oeste, sem falar com a imprensa.

A liberação do diretor já era prevista. Em nota divulgada logo após a detenção, a PF havia dito que ele não permaneceria na sede da instituição. “Por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, apesar de trazido para a Polícia Federal, ele não permanecerá preso. Será lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência, com a oitiva do conduzido e sua liberação após a assinatura do compromisso de comparecer perante a Justiça”, informou a nota.

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Além disso, o juiz que havia determinado a prisão de coelho, Flávio Saad Perón, da 35ª Zona Eleitoral de Campo Grande, enviou nesta quarta um alvará de soltura para a liberação do detido.

A empresa disse antes da prisão de seu diretor que recorre das decisões e que não é responsável pelo conteúdo publicado por usuários no YouTube. “O Google está recorrendo da decisão que determinou a remoção do vídeo do YouTube porque, em sendo uma plataforma, o Google não é responsável pelo conteúdo postado em seu site.” Sobre o mandado de prisão do diretor-geral, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), a empresa não se manifestou.

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Pedido de prisão

A prisão do diretor foi determinada na quinta-feira (20) pelo juiz Perón. Ele também determinou a retirada do site de compartilhamento de vídeos do ar na cidade e, se possível, no Mato Grosso do Sul, por um dia. “Se a cada pessoa fosse dado escolher entre cumprir ou não uma determinação judicial que legalmente lhe foi imposta, a nossa sociedade viraria um caos”, afirmou Perón.

O Google apelou da decisão dizendo que “não se trata de propaganda eleitoral negativa”, mas o juiz Amaury da Silva Kuklinski, do TRE-MS), manteve a ordem e determinou que o mandado de prisão fosse encaminhado à PF em São Paulo.

Histórico
As imagens que circulam pela internet apontam Bernal como incentivador da prática de aborto, além de ter relação com crimes de embriaguez, lesão corporal contra menor, enriquecimento ilícito e preconceito contra os mais pobres.

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