A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) alerta que 30% dos brasileiros possuem algum tipo de reação alérgica como asma, rinite, bronquite, dentre outras. “Esse crescimento pode ser explicado por diversos fatores: a umidade relativa do ar muito baixa; o próprio frio, que funciona como um irritante para as vias aéreas de algumas pessoas e a inversão térmica, que é responsável pelo acúmulo maior de poluentes na atmosfera”, explica Jaime Rocha, infectologista do laboratório Cedic Cedilab. Estes problemas devem se agravar ainda mais neste mês devido à chegada da Primavera, que ocorreu em 23 de setembro, e o aumento de pólen das flores no ar.

A resposta alérgica é uma reação de hipersensibilidade do organismo a determinados agentes desencadeadores de alergia. “Dentre os alérgenos mais conhecidos destacam-se a poeira domiciliar, ácaros, epitélios de animais, baratas, fungos, pólens, além de agentes irritantes como fumo e poluentes”, enumera o especialista. Desta forma, quando as pessoas entram em contato com estes agentes o organismo reage, provocando uma crise alérgica. As formas alérgicas mais comuns são a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas.

Leia também:  Justiça concede liminar contra Lei de estacionamento no Shopping

O médico salienta, também, que filhos de pais alérgicos têm maior probabilidade de serem alérgicas. “Crianças que possuem um de seus pais alérgicos têm 20 a 30% de chances de serem alérgicas, enquanto filhos de ambos os pais alérgicos já têm uma probabilidade de 60%”, afirma. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e, até mesmo, em pessoas sem histórico familiar. “Basta, para isso, que a exposição desse indivíduo a determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância”, esclarece o especialista.

De acordo com Rocha, além dos testes clínicos de provocação oral, com exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” da dieta, existe hoje uma série de métodos para avaliação diagnóstica das alergias. Dentre eles: testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos), intradérmicos de provocação ou de contato (resultado em 72 horas) e exame de sangue (dosagem de IgE total e específica). “Neste exame de sangue são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alérgenos, como frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca, ovos e laticínios, alérgenos inalantes, como pelos de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alérgenos ocupacionais”, finaliza o médico.

Leia também:  Chuvas de meteoros começa na noite desta sexta e podem ser vistas em todo Brasil

Diminua as ações alérgicas:

• Forre colchão e travesseiro com capa impermeável;

• Retire tapetes e carpetes da casa, principalmente do quarto do paciente;

• Limpe a mobília da casa com pano úmido pelo menos uma vez por semana;

• Retire as cortinas, substituindo-as por persianas, que são facilmente limpas com pano úmido ou, em caso de cortinas de tecido leve, lave-as a cada 15 dias, no máximo;

• Mantenha sempre a casa arejada e ensolarada;

• Evite estofados recobertos com tecido;

• Os aspiradores de pó utilizados devem possuir filtro HEPA;

• Evite ter animais de pelo como cão, gato e outros ou evite a presença dos mesmos dentro de casa ou no quarto do paciente;

Leia também:  Criança consegue fugir e pedir ajuda após ver pai matando a facadas mãe e irmãos

• Não fume dentro de casa;

• Cobertores devem ser substituídos por edredons que possam ser lavados quinzenalmente;

• Evite, no quarto do paciente, objetos que acumulem poeira como livros, revistas, brinquedos de pelúcia, caixas e quadros;

• Evite cheiros fortes no domicílio como de tintas, solventes, inseticidas, produtos de limpeza, etc.

 

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.