A presidente Dilma Rousseff chegou na manhã de ontem domingo (23) a Nova York, onde na terça-feira fará o discurso de abertura da 67ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Ela está acompanhada dos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores),  Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Aguinaldo Ribeiro (Cidades), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social) e do assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Não há compromissos oficiais da presidente previstos para este domingo nem para segunda-feira.

Será a segunda participação de Dilma na abertura da conferência – ela discursou na edição do ano passado. A presidente deverá abordar temas como crise financeira, meio ambiente e Oriente Médio. Tradicionalmente, o discurso de abertura é feito pelo chefe de Estado brasileiro porque o país foi o primeiro a aderir ao organismo internacional, em 1945.

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A conferência deste ano terá como tema a prevenção e a resolução pacífica de conflitos internacionais. De acordo com o Itamaraty, entrará também no debate a adoção dos compromissos firmados na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorreu na capital fluminense em junho deste ano.

Em 2011, Dilma foi a primeira mulher a fazer o discurso de inauguração da assembleia. Na ocasião, defendeu a criação do Estado palestino e exaltou o papel da mulher na política internacional.

Segundo assessoria do Planalto, no discurso deste ano, a presidente deverá falar sobre crise financeira internacional e reafirmar o modelo brasileiro de crescimento econômico, baseado em ações de inclusão social e fortalecimento do mercado interno.

Dilma deverá ainda incluir em seu discurso o tópico do meio ambiente, uma vez que recentemente o Brasil encabeçou o assunto ao sediar a Rio+20.

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A questão da violência no Oriente Médio também deve ser abordada no discurso da presidente, motivada pelos recentes ataques a representações diplomáticas dos Estados Unidos. Grupos islâmicos têm protestado contra um filme norte-americano que, de acordo com esses grupos, desrespeita o islamismo.

Antes da abertura, Dilma terá uma reunião bilateral com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki Moon. No mesmo dia, está prevista sua participação em um evento do Council on Foreing Relations, uma organização norte-americana independente dedicada a pesquisa e a estudos de relações internacionais. Dilma retornará ao Brasil na quarta-feira (26), de acordo com assessoria do Planalto.

Obama
Segundo assessoria do Itamaraty, não está prevista reunião bilateral com o presidente norte-americano, Barack Obama, atualmente em campanha pela reeleição.

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O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, chegou a desmentir na última sexta-feira (21) a possível reunião entre os presidentes.

A viagem a Nova York ocorre em meio a desentendimento dos governos brasileiro e norte-americano em relação a tarifas de importação.

Nesta semana, por meio de carta, o representante dos Estados Unidos para Assuntos Comerciais, Ron Kirk, chamou os aumentos tarifários adotados pelo Brasil de “medidas protecionistas”.

O governo brasileiro anunciou este mês a elevação de tarifas de importação de 100 produtos de 12% para 25% em média. Para Patriota, as medidas estão “dentro da legalidade”.

“Consideramos injustificável e inaceitável tanto no conteúdo quanto na forma essa manifestação do responsável pelo comércio norte-americano”, afirmou o ministro na última sexta.

Dilma ao desembarcar neste domingo no aeroporto John F. Kennedy (Foto: Roberto Stuckert / PR)
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