Maquete da Arena Pantanal

Um estudo divulgado pela consultoria Personal CO2 Zero indicou que a Arena Pantanal será o estádio mais sustentável durante a Copa do Mundo de 2014. Dentre as 12 cidades-sede, Cuiabá tem a arena com o menor volume de emissão de dióxido de carbono equivalente, totalizando 37,70t CO2 e durante os quatro jogos que serão disputados na capital mato-grossense.

Realizado pela Personal CO2 Zero, o Estudo de Impacto de Emissões de CO2 Equivalentes Brasil 2014 estima o impacto ambiental em emissões de dióxido de carbono (CO2 e ou pegada de carbono) das atividades preparatórias para o evento. O objetivo desse levantamento é calcular e categorizar as emissões, facilitando a identificação de medidas de redução.

Entre os principais critérios adotados para realizar o cálculo que cada cidade irá produzir, foram a área construída dos estádios, o ciclo de vida útil de cada arena – calculado em 30 anos – e o número de partidas disputadas durante o Mundial.

No estudo também foram estimadas as emissões das obras de mobilidade que estão sendo realizadas nas cidades-sede, dos traslados dos turistas internacionais e da operação em dias de jogos durante o Mundial.

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Também foram consideradas as atividades possíveis para atenuar impacto ambiental, como a adequação dos estádios a certificações de obras verdes, utilização de energia renovável e investimentos em outras ações ambientais.

SUSTENTABILIDADE NA ARENA PANTANAL

Com capacidade para 44.336 torcedores, a Arena Pantanal foi concebida a partir de modernos conceitos de funcionalidade e sustentabilidade. O projeto já recebeu vários prêmios, inclusive um internacional e foi elogiado por instituições ligadas à arquitetura nacional. A sustentabilidade foi concebida no projeto, sendo aplicada em todo o processo construtivo.

O concreto oriundo da demolição do antigo Verdão, por exemplo, foi britado e reaproveitado no aterro da Arena Pantanal. Cerca de 200 toneladas de ferragem (aço CA25/CA50) foram destinadas para siderúrgicas que aplicam até 77% de conteúdo reciclado (sucata) na composição dos aços de armadura. Isso significa que 77% de cada vergalhão usado na obra é composto de aço reciclado.

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Como uns dos critérios para obtenção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema de certificação de edificações que atesta a qualidade ambiental de um empreendimento, a Arena Pantanal usará pelo menos 20% de material reciclado na obra.

São executadas ainda práticas e ações para prevenir, minimizar e controlar os impactos decorrentes das atividades de construção: movimentação e descarte de solo; processos erosivos; sedimentação; geração de poeira; assoreamento da drenagem pluvial; contaminação do solo e da água; geração de ruído e de vibração; incômodos à vizinhança; poluição do ar; alteração no tráfego local.

O estádio foi projetado para uma cidade quente como Cuiabá. O projeto prevê ventilação cruzada com tomadas de ar pelos cantos localizados entre os setores de arquibancadas. Além disso, serão instalados pisos e coberturas que amenizam o calor.

O novo Verdão contará com ampla área arborizada e valorização de espécies regionais, como aroeiras, jatobás e os ipês. Serão em torno 3.200 árvores, das quais 2.080 serão plantadas para recuperação ambiental, compreendendo uma área de 21 mil metros quadrados. O projeto contempla também o plantio de 2.366 arvoredos e milhares de ervas de cobertura, como lírios, azulzinhas e gramas. A área verde já existente será preservada.

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COPA VERDE

Lançado em junho de 2011, o programa “Copa Verde” irá compensar a neutralização de gases poluentes emitidos na construção da Arena Pantanal. Até 2014 serão repassados R$ 3,5 milhões para o projeto, dos quais R$ 710 mil serão destinados em forma de pagamentos por serviços ambientais aos ribeirinhos dos municípios ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, que são formadores do Pantanal. Em parceria com o Instituto Ação Verde, serão recuperados cerca de mil hectares de áreas de preservação permanentes (APPs) com o plantio de 1,4 milhão de árvores. Em média, cada árvore plantada sequestra 138 quilos de carbono durante o período de 30 anos.

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